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terça-feira, 31 de março de 2009

FILOSOFIA


Sabedoria: é a investigação crítica e racional dos princípios fundamentais.

A filosofia surgiu nos séculos VII-VI a.C. nas cidades gregas situadas na Ásia Menor.Começa por ser uma interpretação des-sacralizada(= tirar o caráter religioso/sagrado)dos mitos cosmogônicos(cosmogonia=teoria que tem por objetivo explicar a formação do mundo)difundidos pelas religiões do tempo. Não apenas de mitos gregos, mas dos mitos de todas as religiões que influenciavam a Ásia menor. Os mitos foram segundo Platão e Aristóteles, a matéria inicial de reflexão dos filósofos. Eles tornaram-se num campo comum da religião e da filosofia,revelando que a pretensa separação entre esses dois modos do homem interpretar a realidade não é tão nítida como aparentemente se julga.
Modernamente é a disciplina, ou a área de estudos, que envolve a investigação, a argumentação, a análise, discussão, formação e reflexão das idéias sobre o mundo, o Homem e o ser. Originou-se da inquietude gerada pela curiosidade em compreender e questionar os valores e as interpretações aceitas sobre a realidade dadas pelo senso comum e pela tradição.
As interpretações comumente aceitas pelo homem constituem inicialmente o embasamento de todo o conhecimento. Essas interpretações foram adquiridas, enriquecidas e repassadas de geração em geração. Ocorreram inicialmente através da observação dos fenômenos naturais e sofreram influência das relações humanas estabelecidas até a formação da sociedade, isto em conformidade com os padrões de comportamentos éticos ou morais tidos como aceitáveis em determinada época por um determinado grupo ou determinada relação humana. A partir da Filosofia surge a Ciência, pois o Homem reorganiza as inquietações que assolam o campo das idéias e utiliza-se de experimentos para interagir com a sua própria realidade. Assim a partir da inquietação, o homem através de instrumentos e procedimentos equaciona o campo das hipóteses e exercita a razão. São organizados os padrões de pensamentos que formulam as diversas teorias agregadas ao conhecimento humano. Contudo o conhecimento científico por sua própria natureza torna-se suscetível às descobertas de novas ferramentas ou instrumentos que aprimoraram o campo da sua observação e manipulação, o que em última análise, implica tanto na ampliação, quanto no questionamento de tais conhecimentos. Neste contexto a filosofia surge como "a mãe de todas as ciências". Podemos resumir que a filosofia consiste no estudo das características mais gerais e abstratas do mundo e das categorias com que pensamos: Mente (pensar), matéria (o que sensibiliza noções como quentes ou frias sobre o realismo), razão (lógica), demonstração e verdade. Pensamento vem da palavra Epistemologia "Episteme" significa "ter Ciência" "logia" significa Estudo. Didaticamente, a Filosofia divide-se em:
• Epistemologia ou teoria do conhecimento: trata da natureza crença, da justificação e do conhecimento.
• Ética: trata do certo e do errado, do bem e do mal.
• Filosofia da Arte ou Estética: trata do belo.
• Lógica: trata da preservação da verdade e dos modos de se evitar a inferência e raciocínio inválidos.
• Metafísica ou ontologia: trata da realidade, do ser e do nada.

domingo, 29 de março de 2009

HISTÓRIA DA MPB


MPB - Música Popular Brasileira
História da MPB, Estilos Musicais, cantores brasileiros, músicos famosos do Brasil, grupos de rock nacional.



História da MPB - Música Popular Brasileira
Podemos dizer que a MPB surgiu ainda no período colonial brasileiro, a partir da mistura de vários estilos. Entre os séculos XVI e XVIII, misturou-se em nossa terra, as cantigas populares, os sons de origem africana, fanfarras militares, músicas religiosas e músicas eruditas européias. Também contribuíram, neste caldeirão musical, os indígenas com seus típicos cantos e sons tribais.
Nos séculos XVIII e XIX, destacavam-se nas cidades, que estavam se desenvolvendo e aumentando demograficamente, dois ritmos musicais que marcaram a história da MPB : o lundu e a modinha. O lundu, de origem africana, possuía um forte caráter sensual e uma batida rítmica dançante. Já a modinha, de origem portuguesa, trazia a melancolia e falava de amor numa batida calma e erudita.
Na segunda metade do século XIX, surge o Choro ou Chorinho, a partir da mistura do lundu, da modinha e da dança de salão européia. Em 1899, a cantora Chiquinha Gonzaga compõe a música Abre Alas, uma das mais conhecidas marchinhas carnavalescas da história.
Já no início do século XX começam a surgir as bases do que seria o samba. Dos morros e dos cortiços do Rio de Janeiro, começam a se misturar os batuques e rodas de capoeira com os pagodes e as batidas em homenagem aos orixás. O carnaval começa a tomar forma com a participação, principalmente de mulatos e negros ex-escravos. O ano de 1917 é um marco, pois Ernesto dos Santos, o Donga, compõe o primeiro samba que se tem notícia : Pelo Telefone. Neste mesmo ano, aparece a primeira gravação de Pixinguinha, importante cantor e compositor da MPB do início do século XIX.
Com o crescimento e popularização do rádio nas décadas de 1920 e 1930, a música popular brasileira cresce ainda mais. Nesta época inicial do rádio brasileiro, destacam-se os seguintes cantores e compositores : Ary Barroso, Lamartine Babo (criador de O teu cabelo não nega), Dorival Caymmi, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa. Surgem também os grandes intérpretes da música popular brasileira : Carmen Miranda, Mário Reis e Francisco Alves.
Na década de 1940 destaca-se, no cenário musical brasileiro, Luis Gonzaga, o "rei do Baião". Falando do cenário da seca nordestina, Luis Gonzaga faz sucesso com músicas como, por exemplo, Asa Branca e Assum Preto.
Enquanto o baião continuava a fazer sucesso com Luis Gonzaga e com os novos sucessos de Jackson do Pandeiro e Alvarenga e Ranchinho, ganhava corpo um novo estilo musical: o samba-canção. Com um ritmo mais calmo e orquestrado, as canções falavam principalmente de amor. Destacam-se neste contexto musical : Dolores Duran, Antônio Maria, Marlene, Emilinha Borba, Dalva de Oliveira, Angela Maria e Caubi Peixoto.
Em fins dos anos 50 (década de 1950), surge a Bossa Nova, um estilo sofisticado e suave. Destaca-se Elizeth Cardoso, Tom Jobim e João Gilberto. A Bossa Nova leva as belezas brasileiras para o exterior, fazendo grande sucesso, principalmente nos Estados Unidos.
A televisão começou a se popularizar em meados da década de 1960, influenciando na música. Nesta época, a TV Record organizou o Festival de Música Popular Brasileira. Nestes festivais são lançados Milton Nascimento, Elis Regina, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso e Edu Lobo. Neste mesmo período, a TV Record lança o programa musical Jovem Guarda, onde despontam os cantores Roberto Carlos e Erasmo Carlos e a cantora Wanderléa.
Na década de 1970, vários músicos começam a fazer sucesso nos quatro cantos do país. Nara Leão grava músicas de Cartola e Nelson do Cavaquinho. Vindas da Bahia, Gal Costa e Maria Bethânia fazem sucesso nas grandes cidades. O mesmo acontece com DJavan (vindo de Alagoas), Fafá de Belém (vinda do Pará), Clara Nunes (de Minas Gerais), Belchior e Fagner ( ambos do Ceará), Alceu Valença (de Pernambuco) e Elba Ramalho (da Paraíba). No cenário do rock brasileiro destacam-se Raul Seixas e Rita Lee. No cenário funk aparecem Tim Maia e Jorge Ben Jor.
Nas décadas de 1980 e 1990 começam a fazer sucesso novos estilos musicais, que recebiam fortes influências do exterior. São as décadas do rock, do punk e da new wave. O show Rock in Rio, do início dos anos 80, serviu para impulsionar o rock nacional.Com uma temática fortemente urbana e tratando de temas sociais, juvenis e amorosos, surgem várias bandas musicais. É deste período o grupo Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Titãs, Kid Abelha, RPM, Plebe Rude, Ultraje a Rigor, Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii, Ira! e Barão Vermelho. Também fazem sucesso: Cazuza, Rita Lee, Lulu Santos, Marina Lima, Lobão, Cássia Eller, Zeca Pagodinho e Raul Seixas.
Os anos 90 também são marcados pelo crescimento e sucesso da música sertaneja ou country. Neste contexto, com um forte caráter romântico, despontam no cenário musical : Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo e João Paulo e Daniel.
Nesta época, no cenário rap destacam-se: Gabriel, o Pensador, O Rappa, Planet Hemp, Racionais MCs e Pavilhão 9.
O século XXI começa com o sucesso de grupos de rock com temáticas voltadas para o público adolescente. São exemplos : Charlie Brown Jr, Skank, Detonautas e CPM 22.

sábado, 28 de março de 2009

"CHE"


Longa é dirigido por Steven Soderbergh e traz Benicio Del Toro.

Continua rendendo boas histórias a vida e a luta de Ernesto Guevara, o Che. O filme da vez leva seu nome, tem uma grande produção internacional por trás e acabou crescendo tanto que virou não um, mas dois longas-metragens: “Che” e “Che – A guerrilha”, ambos em cartaz na próxima quinta-feira (30), no encerramento da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Dirigidos por Steven Soderbergh (de “Traffic”, “Erin Brockovich” e “Onze homens e um segredo”, entre outros), os dois filmes trazem o ator porto-riquenho Benicio Del Toro como o personagem-título. E Rodrigo Santoro, em mais um de seus trabalhos internacionais, também está no longa, interpretando Raúl, irmão de Fidel Castro (Demián Bichir).


“Che” tem início no México, em 1955, quando Fidel e Ernesto Guevara se conhecem –o primeiro já planejava a Revolução Cubana, que consistia em derrubar o general Fulgêncio Batista do poder (ação que já havia sido tentada anteriormente, em 1953, mas falhou). No ano seguinte, as duas lideranças do movimento navegam até Cuba com mais 80 rebeldes para dar início à ação, que consistia na mobilização de camponeses e, com um exército cada vez maior, a conquista do poder na ilha.

Durante esse perído, Che e Fidel seguem por caminhos distintos, cada um liderando sua coluna, e as câmeras de Soderbergh acompanham apenas Che, com eventuais encontros entre os dois. O argentino lidera seu grupo com pulso forte, exigindo que todos tenham bom comportamento (condenando à morte os que roubavam ou violentavam mulheres), ajudando na alfabetização de seus homens e dando liberdade para aqueles que quisessem desistir da luta. Médico, ele tratava dos doentes e feridos, e em troca recebia fidelidade e cuidados durante suas fortes crises de asma.



Benicio Del Toro beira a perfeição na pele de Ernesto Che Guevara (Foto: Divulgação)
Ao mesmo tempo em que retrata a caminhada de Guevara pelo interior de Cuba –pela selva e por pequenos povoados–, o filme revela cenas do guerrilheiro em Nova York durante os anos 60, em seu discurso na ONU e durante uma entrevista. Num dos trechos, a jornalista quer saber: “O que é mais importante para ser um guerrilheiro?”. Che não precisa oensar muito para responder: “Amor”. E explica que sem verdadeiro amor à causa pela qual se está lutando, nenhuma revolução pode ser realizada.

Foi assim, com inteligência, sensibilidade e até um pouco de ironia, que Guevara se transformou num dos maiores ícones da Revolução Cubana, adorado pelo povo que o adotou com se ele fosse um dos seus. Mas o sonho de Che era maior: ele queria promover a revolução em toda a América Latina. E é justamente dessa ambição que surge o segundo filme, “Che – A guerrilha”, mostrando as andanças do médico pelo interior da Bolívia, tentando repetir o feito cubano. E, como a história mostrou, não sendo bem-sucedido.

Os dois filmes devem estrear, a princípio, em datas separadas, apenas em 2009. Na Mostra, eles serão exibidos em seqüência.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Genética


Genética influencia modo de funcionamento do cérebro, diz estudo
Pesquisa envolveu a comparação de gêmeos idênticos e irmãos.
Resultado sugere que genes influenciam desempenho cognitivo.



Características como inteligência e personalidade podem ser herdadas geneticamente? O que faz uma pessoa agir de um determinado modo, a natureza ou a criação? Essas São algumas das questões mais intrigantes e controversas da ciência, e as respostas para elas só podem estar em um lugar: o cérebro. Agora, um novo estudo joga luz sobre a polêmica.

A pesquisa, encabeçada por Jan Willem Koten Jr., da Universidade Aachen, na Alemanha, usou as tradicionais imagens de ressonância magnética funcional para identificar potenciais mudanças em ativação de circuitos cerebrais pautadas pela genética.

Para fazer a constatação, ele comparou membros de dez trios de irmãos, dos quais dois eram gêmeos idênticos -- portanto, possuíam a mesma constituição genética.

Durante as observações do cérebro, os participantes tinha de realizar tarefas cognitivas ligadas à memória. Mais especificamente, tinham de memorizar a presença de um dígito específico num quadro de números enquanto eram distraídas pela realização de operações aritméticas ou categorização de objetos diferentes.

Estudos anteriores com gêmeos já tinham tentado encontrar potenciais diferenças no cérebro com base na genética, mas sem sucesso. Isso porque eles tentaram focar em partes específicas do órgão.

"Influências genéticas em ativação cerebral de áreas que tipicamente servem a uma função cognitiva devem ser modestas, porque essas áreas serão ativadas de forma similar em todos os humanos", explicam Koten Jr. e seus colegas, em artigo publicado na edição desta semana do periódico científico americano "Science".

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Para o novo estudo, os pesquisadores decidiram olhar o cérebro como um todo. E aí sim conseguiram notar algumas diferenças entre os cérebros dos gêmeos e o de seu irmão não-idêntico -- focadas mais no hemisfério esquerdo do órgão.

"Nossos achados demonstram que existem diferenças influenciadas geneticamente em padrões de ativação do cérebro, causando diferenças qualitativas em rotas de processamento neurocognitivo", concluem os cientistas.

Na prática, isso quer dizer que pelo menos algumas das características envolvidas com a cognição no cérebro sofrem influência genética. Quais e em que medida, ainda é um mistério a ser esclarecido.

quarta-feira, 25 de março de 2009

EXCLUSÃO DIGITAL


A exclusão digital é um conceito dos campos teóricos da comunicação, sociologia, tecnologia da informação, História e outras humanidades, que diz respeito às extensas camadas das sociedades que ficaram à margem do fenômeno da sociedade da informação e da expansão das redes digitais.
Contraste-se este conceito, por oposição, com a inclusão digital.
No Brasil, o termo "exclusão digital" é mais usado para se referir ao problema, indicando o lado dos excluídos, enquanto em outros idiomas os termos equivalentes a "brecha digital" ou "fissura digital" são preferidos (como no inglês digital divide e o francês fracture numérique). Os dois termos, porém, não são sinônimos perfeitos, pois enquanto "exclusão digital" se refere apenas a um dos lados da questão, "brecha digital" faz referência à própria diferença entre excluídos e incluídos.
A exclusão digital é atualmente um tema de debates entre governos, organizações multilaterais (ONU, OMC), e o terceiro setor (ONGs, entidades assistencialistas). Políticas de inclusão digital incluem a criação de pontos de acesso à internet em comunidades carentes (favelas, cortiços, ocupações, assentamentos) e capacitação (treinamento) de usuários de ferramentas digitais (computadores, DVDs, vídeo digital, som digital, telefonia móvel).
As comunidades carentes, os mais pobres e pessoas com uma posição econômica desprivilegiada são excluídas digitalmente, pois não tem acesso à tecnologia.
A relação entre exclusão digital e pobreza é uma realidade mundial. De acordo com o Mapa da Exclusão Digital, que analisou os dados do Censo 2000, o nível de escolaridade é ponto de importância não só na geração de renda, mas também no nível de inclusão digital dos estados brasileiros: os cinco mais incluídos são o Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná, e os cinco mais excluídos são o Maranhão, Piauí, Tocantins, Acre e Alagoas.
A melhora da Inclusão Digital está ocorrendo vagarosamente, uma pesquisa de 2005 do IBGE que 79% dos brasileiros nunca acessaram a Internet. Apenas 21% (32,1 milhões) entrou pelo menos uma vez na Internet. Do público que entra na Internet a grande maioria acessa via conexão discada, a banda larga ainda está pouco difundida.
A Exclusão digital atige as partes mais pobres do país, onde ainda não chegaram computadores, internet, celular etc. As pessoas que nunca viram ou usaram um computador é denominada Sem-Tela no popular. Muitas escolas já aderiram a laboratórios de informática, porém ainda há escolas nas regióes mais pobres que ainda não tem esse tipo de recurso.

terça-feira, 24 de março de 2009

UMA MENSAGEM DE VIDA

ESPORTE É VIVER


Importância do Esporte

Por Gabriela Cabral
Dá-se o nome de esporte às atividades físicas realizadas por pessoas que se submetem a regulamentos e participam de competições. A prática de esportes beneficia grandiosamente as pessoas e até mesmo a sociedade, pois reduz a probabilidade de aparecimento de doenças, contribui para a formação física e psíquica além de desenvolver e melhorar tais formações.

Na adolescência, as pessoas são influenciadas pelo consumismo, problemas psicológicos, hábitos prejudiciais e outros que também influenciam as demais faixas etárias, gerando conflitos internos que desviam valores e aprendizagens antes obtidos. É neste processo que o esporte mostra sua grande contribuição à sociedade.

Cada esporte possui suas particularidades que envolvem as pessoas e as fazem optar por qual praticar. Os esportes influenciam no desenvolvimento saudável dessas e os distanciam da mentalidade distorcida que hoje se prega no mundo, e ainda faz com que as pessoas se distanciem da criminalidade que está presente em todos os locais de forma bastante organizada e sedutora.

Existem inúmeras instituições sem fins lucrativos que criam centros de esportes em áreas de baixa renda a fim de focar a atenção dos jovens e adolescentes e ainda distanciá-los da marginalidade e das criminalidades existentes no mundo. O crime organizado existe como organização estruturada e presente em todos os lugares, como sentinelas buscando novas vidas, o esporte tem a importante e difícil missão de mostrar que nem sempre o caminho mais fácil é o correto.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Casos de assédio moral crescem na crise


CLAUDIA ROLLI
FÁTIMA FERNANDES
da Folha de S.Paulo

A.S., ex-diretor de Recursos Humanos de uma indústria de motocicletas, diz que não apoiou a demissão de centenas de funcionários que poderiam ser lesados em seus direitos. Perdeu poder na empresa, foi ameaçado veladamente e acabou demitido no mês passado.
O executivo decidiu cobrar na Justiça do Trabalho o assédio moral que acredita ter sofrido após as medidas que a companhia adotou para enfrentar os efeitos da crise mundial.
Vendedora de uma empresa de cosméticos, MS diz que foi isolada por colegas que temiam a competição no trabalho. Passou a receber e-mails com vírus para atrasar e desqualificar seu desempenho. Teve de trabalhar de madrugada para colocar o serviço em dia até ser afastada por doença física e psíquica e também acionou a Justiça por assédio moral.
Advogados relatam que a pressão para melhorar os resultados diante dos efeitos da crise mundial se dissemina e coloca cada vez mais trabalhadores-como o ex-diretor de RH e a vendedora- em situações de possível assédio moral.
Em 12 escritórios de advogados consultados pela Folha na última semana, aumentou desde outubro o número de ações trabalhistas ou de consultas para abrir processos e pedir indenizações por assédio moral.
A Associação dos Advogados Trabalhistas do Estado de São Paulo (AATSP) estima que os mil profissionais associados ingressaram na Justiça com ao menos uma ação de assédio moral cada um desde que a crise se agravou no final de 2008.
Procuradores do Ministério Público do Trabalho em seis Estados (Rio, Pernambuco, Piauí, Ceará, Santa Catarina e São Paulo) e no Distrito Federal investigam 145 denúncias recebidas neste ano sobre assédio nos setores aéreo, bancário, metalúrgico e de comércio.
É considerado assédio moral um conjunto de condutas abusivas, freqüentes e intencionais que atingem a dignidade da pessoa e que resultam em humilhação e sofrimento. "O assédio moral, também chamado de "terror psicológico" no trabalho, é hoje um dos requisitos para aumentar a produtividade nas empresas, que precisam ser mais competitivas contra a crise", diz Luiz Salvador, presidente da Abrat (associação brasileira dos advogados do setor).
Com o acirramento da competição, o assédio moral tende a crescer intra e entre os grupos nas empresas de diferentes setores-principalmente em segmentos onde a tensão é maior, como mercado financeiro e empresas que tiveram o patrimônio reduzido na crise.
"Existe uma crise real e uma imaginária, que torna os funcionários mais inseguros e angustiados. Com essa tensão coletiva, o clima é de maior disputa. Quem está fora do mercado quer entrar, e quem está dentro não quer sair. Os gestores são mais pressionados, pressionam os empregados da produção, e as situações de assédio vão se alastrando", diz o pesquisador Roberto Heloani, professor da FGV e da Unicamp.
O número de consultas ao site (www.assediomoral.org.br) cresceu cerca de 20% desde que a crise se agravou, em outubro, afirma Heloani, coordenador do site. Em alguns escritórios paulistas, a demanda por essas informações subiu em 30% nos últimos dois meses.
O assédio, que se espalha do alto escalão à produção, atinge trabalhadores de todas as rendas. Um alto executivo americano que veio ao Brasil comandar grupo de assuntos estratégicos de um banco por quase R$ 60 mil mensais já recorreu à Justiça por assédio. Com a crise, sua função foi extinta. Ele foi deixado em casa até o banco romper seu contrato, antes do prazo previsto e sem pagar a devida indenização.
Cobrar metas faz parte do dia a dia de qualquer empresa. O problema, dizem os especialistas, é a forma dessa cobrança. Se houver humilhação e ameaça, está caracterizado o assédio. "A imposição de metas para alcançar maior produtividade não implica qualquer violação aos direitos do empregado. Ao contrário, já que podem servir como motivação para alcançar bônus ou prêmio. Mas as metas não podem ser absurdas nem abusivas", diz Otavio Brito Lopes, procurador-geral do Trabalho.
Não há legislação federal específica para o assédio moral no Brasil. Por isso, parte dos advogados crê que, em épocas de crise, o assédio pode ser "usado" pelos trabalhadores para pleitearem indenizações.
"Há pedidos absurdos relativos a assédio moral e com valores desproporcionais. Essa situação é fruto da angústia e desespero dos trabalhadores quando são demitidos. Com isso, demandas verdadeiras de assédio moral ficam sujeitas à idéia de também serem despropositadas", diz o advogado Guilherme Miguel Gantus.

RADIOHEAD-KARMA POLICE

DEIXARÁ SAUDADES PARA FÃNS DO BRASIL


site oficial da banda

domingo, 22 de março de 2009

DIA MUNDIAL DA ÁGUA




Dia Mundial da Água
História do Dia Mundial da Água, 22 de março, Declaração Universal dos Direitos da Água.


Água: um bem natural que deve ser preservado
História do Dia Mundial da Água
O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

THE SPIRIT-O FILME


The Spirit

Em Junho de 1940 Will Eisner criou The Spirit, uma série de quadrinhos que passou a ser publicada em um jornal dominical. Eisner trabalhou como editor, mas também escreveu e desenhou a maioria das histórias. The Spirit era um dos nomes de Denny Colt, um homem que foi considerado morto, mas que na verdade vivia secretamente como um anônimo lutador no mundo do crime. As histórias abordavam uma larga variedade de situações: crime, romance, mistérios, horror, comédia, drama, e humor negro.
As histórias de The Spirit tinham sete páginas cada. As 16 páginas da seção do jornal normalmente incluíam mais duas histórias com quatro páginas cada (inicialmente Mr. Mystic e Lady Luck). A história mostrava semelhanças com Batman e Dick Tracy, com vilões coloridos e era contada em sequência rápida. Sua origem e a máscara negra lembra o popular Lone Ranger.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Eisner se alistou no exército. Na ausência dele, o sindicato que comercializava seus quadrinhos passou a usar escritores e artistas fantasmas para continuar a história. Porém, muitos fãs acreditam que as melhores histórias são aquelas que Will Eisner escreveu e desenhou. Eisner desenvolveu um estilo cinematográfico; com o uso de sombras e ângulos diferentes de visão (inspiração de tirada de Film noir). E desenhava de forma que o leitor se identificasse com o personagem. O título "The Spirit" era normalmente integrado ao fundo ou a paisagem da primeira página de cada série.
The Spirit parou de ser publicado em meados dos anos cinqüenta, quando passaram a ser publicadas as " histórias de Trip to the Moon " por Eisner e Wally Wood.
Levando em consideração as características atuais, The Spirit foi publicado por muitos anos. Kitchen Sin Press publicou reimpressões extensas da série, primeiro em formato grande e preto e branco e como os tradicionais livros que eram vendidos no comércio. Antes mesmo do falência da editora, uma nova série de The Spirit passou a ser produzida por muitos talentos dos quadrinhos. Atualmente a DC Comics está relançando a série. A última aparição de The Spirit (produzida por Eisner) está em um número recente de The Escapist, publicação da Dark Horse Comics.
Em 2008, no Brasil, foi publicado um encontro entre Batman e The Spirit escrito por Jeph Loeb com arte de Darwyn Cooke.

The Spirit e outras mídias

A personagem foi o tema de um filme feito para televisão em 1986 e foi estrelado por Sam Jones como The Spirit e com a atuação também de Nana Visitor. Eisner desaprovou o tom do filme que tendeu para a paródia, se assemelhando a série de TV do Batman produzida nos anos 60. Embora tenha sido considerado um piloto para uma nova série, o projeto não foi levado adiante.
The Spirit teve aparição rápida no filme de animação The Iron Giant .
Estréia em dezembro de 2008 uma nova versão cinematográfica , dirigida pelo escritor Frank Miller (autor de Batman - O Cavaleiro das Trevas , Demolidor e Sin City). Frank Miller utilizará as mesmas técnicas empregadas em Sin City, prometendo uma visão particular da personagem, o que não deixa de ser interessante, tendo em vista sua capacidade de inovar personagens clássicos (afinal, o Batman que conhecemos hoje deve muito a reinterpretação de Miller).

Frank Miller diz que Hollywood produz bons atores, mas pouquíssimos homens

Com Art Spiegelman ("Maus") e Alan Moore ("V de Vingança" e "Watchmen"), Frank Miller, de 51 anos, pode ser considerado a terceira ponta da diviníssima trindade que deu uma nova dimensão aos quadrinhos nos anos 80. Dos três, é o único que se adaptou ao mundo de Hollywood. Spiegelman, que raramente dá entrevistas, tem horror à possibilidade de ver seus trabalhos "pixelizados". Moore, por sua vez, declarou que não quer ter nada a ver com as adaptações de seus trabalhos para o cinema - não por acaso, o nome de Dave Gibbons aparece sozinho nos letreiros iniciais de "Watchmen" como co-criador.

Miller, no entanto, não deixa de ser crítico. Enxerga Hollywood como uma máquina de moer e é grato à produtora de "The Spirit - O Filme", Deborah del Prete, por ter mantido os produtores e desenvolvedores de projeto longe de sua cola. Só topou fazer a adaptação para evitar que "ferrassem com tudo". E, sem modéstia alguma, considera-se a pessoa mais qualificada para o trabalho, já que conviveu durante anos com Will Eisner, o criador do personagem, a quem chama carinhosamente de "mentor".

sábado, 21 de março de 2009

MAMONAS ASSASSINAS


13 ANOS SEM OS MAMONAS ASSASSINAS

Mamonas Assassinas era uma banda brasileira de rock satírico, com influências de gêneros populares tais como forró, sertanejo, além de hard rock, música portuguesa e punk rock.
Tornaram-se um grande sucesso com seu humor em meados dos anos 90, vendendo mais de 2,3 milhões de cópias de seu álbum homónimo de estréia e único de estúdio, graças ao sucesso de temas como "Pelados em Santos", "Robocop Gay", "Vira-Vira", "1406" e "Sabão Crá-Crá". No auge de suas carreiras, os integrantes da banda foram vítimas de um acidente aéreo fatal.
História
Em março de 1989, Sérgio Reoli, ao trabalhar na Olivetti, conhece Maurício Hinoto, irmão de Bento. Ao saber que Sérgio é baterista, Maurício decide apresentar o irmão, que toca guitarra. A partir daí, Sérgio conhece Bento e decidem criar uma banda. Na época, Samuel Reoli, irmão de Sérgio, não era "ligado" na música, preferia desenhar aviões. Mas, de repente, se envolveu com a música e começou a tocar baixo. Sérgio, Samuel e Bento, então, formaram uma banda de rock chamada Utopia, especializada em covers de grupos como Legião Urbana, Titãs e Rush. Em um show, o público pediu para tocarem uma música dos Guns N' Roses, e como não sabiam a letra, pediram a um espectador para ajudá-los. Dinho voluntariou-se para cantar, em meio a vaias e com sua performance escrachada fez o público rir, sendo aceito no grupo. Júlio Rasec, por intermédio do vocalista Dinho, foi o último a entrar em Utopia.
O Utopia passou a apresentar-se na periferia de São Paulo e lançou um disco que vendeu menos de 100 cópias. Aos poucos, os integrantes começaram a perceber que as palhaçadas e músicas de paródia eram mais bem recebidas pelo público do que os covers e as músicas sérias. Começaram introduzindo algumas parodias musicais, com receio da aceitação do público.
Através de um show em uma boate em Guarulhos, conheceram o produtor Rick Bonadio. Decidiram, então, mudar o perfil da banda, a começar pelo nome, "Mamonas Assassinas do Espaço", criado por Samuel Reoli e reduzido para "Mamonas Assassinas".
Mandaram uma fita demo com as músicas "Pelados em Santos", "Robocop Gay" e "Jumento Celestino" para 3 gravadoras, entre elas a Sony Music e a EMI. Rafael Ramos, amigo da banda, baterista da banda Baba Cósmica e filho do diretor artístico da EMI, João Augusto Soares, insistiu na contratação. Após assistir uma apresentação do grupo em 28 de Abril de 1995, João Augusto resolveu assinar contrato com os Mamonas.
Após gravar um disco produzido por Rick Bonadio (apelidado pela banda de Creuzebek), os Mamonas saíram em imensa turnê, apresentando-se em programas como Jô Soares Onze e Meia, Domingão do Faustão, Xuxa Park, Domingo Legal e tocando cerca de 8 vezes por semana, com apresentações em 25 dos 27 estados brasileiros e ocasionais dois shows por dia. O cachê dos Mamonas tornou-se um dos mais caros do país, R$50 à 70 mil, e a EMI faturou cerca de R$80 milhões com a banda. Em certo período, a banda vendia 100 mil cópias a cada dois dias.
Os Mamonas preparavam uma carreira internacional, com partida para Portugal preparada para 3 de Março de 1996. Porém em 2 de Março, enquanto voltavam de um show em Brasília, o jatinho Learjet em que viajavam, prefixo LR-25D - PT-LSD, chocou-se contra a Serra da Cantareira, numa tentativa de arremeter vôo, matando todos que estavam no avião. O enterro, no dia 4 de Março, fora acompanhado por mais de 65 mil fãs.
Fora anunciado um filme da história da banda, baseado em Blá, Blá, Blá - A Biografia Autorizada dos Mamonas Assassinas de Eduardo Bueno, e a ser dirigido por Maurício Eça. A responsável pelo filme será a Tatu Filmes, em parceira com a Rede Record. Existiram riscos de o filme não ser produzido, devido ao possível fim do contrato entre a Tatu Filmes e a Record, haja visto que a produtora não conseguia concluir o filme devido a problemas de documentação envolvendo as gravadoras e os familiares dos integrantes do grupo. O problema foi resolvido e a Tatu Filmes já se prepara para o lançamento do filme.

quinta-feira, 19 de março de 2009

O MUNDO DA TECNOLOGIA


GLOBALIZAÇÃO TECNOLOGICA

O termo globalização muito utilizado na atualidade, significa que tudo que você faz nos EUA na Europa, Japão e agora na china, o mundo inteiro se inteira e corre atrás para comprar e países do 3 mundo se ferram.
Quanto a globalização tecnológica, é exatamente o que indica, tudo que é inventado na Coréia, os países do primeiro mundo respondem de imediato produzindo em seus respectivos países, gerando uma alta competitividade entre eles.
No nosso caso, por exemplo detemos a tecnologia de projeção de petróleo em alto mar, poderia ser interessante para nós se explorado devidamente, trazendo benefícios para o país, o que fazemos, possivelmente é doar para países ricos.
Quase sinônimos, tecnologia e globalização marcam os destinos da economia contemporânea. O curioso, entretanto, é que a guerra de padrões tecnológicos ainda está acontecendo. Se o horizonte da globalização é a sociedade de massas, a massificação de algumas das mais importantes tecnologias ainda é uma miragem.

Quanto mais se desenvolverem os processos de inteligência coletiva — o que evidentemente pressupõe um novo questionamento de numerosos poderes —, tão mais amplamente as mudanças técnicas serão absorvidas pelos indivíduos e pelos grupos e tão menores serão os efeitos segregadores ou destrutivos do movimento tecno-social. Ora, o espaço cibernético, dispositivo de comunicação interativo e comunitário, apresenta-se justamente como um dos instrumentos privilegiados da inteligência coletiva.

É por seu intermédio que, por exemplo, os organismos de formação profissional ou de ensino à distância desenvolvem sistemas de aprendizagem cooperativa em rede. Grandes empresas adotam dispositivos informatizados de apoio à colaboração e à coordenação descentralizadas (os "groupwares"). Pesquisadores e estudantes do mundo inteiro trocam idéias, artigos e imagens em conferências eletrônicas organizadas em torno a núcleos de interesse comum.

Profissionais de informática de todo o mundo ajudam-se mutuamente na solução de problemas de programação. O especialista em certo ramo tecnológico ajuda um noviço, ao mesmo tempo em que outro especialista o inicia em um outro ramo.
O mundo começou a ficar globalizado no início dos anos 80, quando a tecnologia de informática se associava a tecnologia de telecomunicações e com a queda das barreiras comerciais. O mercado financeiro é uma massa mundial dentro da qual se aposta em tendências conflitantes, modelos de empresas, abertura de comércios, a globalização das marcas de produtos, mais ágil, viabiliza o fechamento de negócios em segundos. O mercado financeiro saiu da mão dos bancos.
O fenômeno da globalização resulta da conjunção de três forças poderosas: 1) a terceira revolução tecnológica (tecnologia ligada à busca, processamento, difusão e transmissão de informações; inteligência artificial; engenharia genética); 2) a formação de áreas de livre comércio e blocos econômicos integrados (como o MERCOSUL, a União Européia e o Nafta); 3) a crescente interligação e interdependência dos mercados físicos e financeiros, em escala planetária”.

A LEITURA


A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta.
A atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê. Segundo Angela Kleiman, a leitura precisa permitir que o leitor apreenda o sentido do texto, não podendo transformar-se em mera decifração de signos linguísticos sem a compreensão semântica dos mesmos.
Nesse processamento do texto, tornam-se imprescindíveis também alguns conhecimentos prévios do leitor: os linguísticos, que correspondem ao vocabulário e regras da língua e seu uso; os textuais, que englobam o conjunto de noções e conceitos sobre o texto; e os de mundo, que correspondem ao acervo pessoal do leitor. Numa leitura satisfatória, ou seja, na qual a compreensão do que se lê é alcançada, esses diversos tipos de conhecimento estão em interação. Logo, percebemos que a leitura é um processo interativo.
Quando citamos a necessidade do conhecimento prévio de mundo para a compreensão da leitura, podemos inferir o caráter subjetivo que essa atividade assume. Conforme afirma Leonardo Boff,
cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre um releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.
A partir daí, podemos começar a refletir sobre o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que ler é, acima de tudo, compreender. Para que isso aconteça, além dos já referidos processamento cognitivo da leitura e conhecimentos prévios necessários a ela, é preciso que o leitor esteja comprometido com sua leitura. Ele precisa manter um posicionamento crítico sobre o que lê, não apenas passivo. Quando atende a essa necessidade, o leitor se projeta no texto, levando para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas emoções, expectativas, seus preconceitos etc. É por isso que consegue ser tocado pela leitura.
Assim, o leitor mergulha no texto e se confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o que afirma Roland Barthes, quando compara o leitor a uma aranha:
[...] o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia.
Dessa forma, o único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquimirmos mais conhecimentos e cultura - o que nos fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.
E refletir, sabemos, é o que permite ao homem abrir as portas de sua percepção. Quando movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o homem se renova constantemente, tornando-se cada dia mais apto a estar no mundo, capaz de compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de expectativas.
Desse modo, a leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento libertário para a sobrevivência do homem.
Há entretanto, uma condição para que a leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do leitor. Como afirma Daniel Pennac, "o verbo ler não suporta o imperativo". Quando transformada em obrigação, a leitura se resume a simples enfado. Para suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura, Pennac prescreve alguns direitos do leitor, como o de escolher o que quer ler, o de reler, o de ler em qualquer lugar, ou, até mesmo, o de não ler. Respeitados esses direitos, o leitor, da mesma forma, passa a respeitar e valorizar a leitura. Está criado, então, um vínculo indissociável. A leitura passa a ser um imã que atrai e prende o leitor, numa relação de amor da qual ele, por sua vez, não deseja desprender-se.

quarta-feira, 18 de março de 2009

JOSEPH BARBERA


Faleceu o criador de Tom & Jerry

O desenhista Joseph Barbera, quem junto a William Hanna, criou grandes figuras do cinema e da televisão como "Os Flintstones", "Tom e Jerry" e "Zé Colmeia", morreu em - 19 de Dezembro de 2006 - aos 95 anos.
Barbera, que também deu vida a "Scooby-Doo", morreu de causas naturais, na sua casa, em Los Angeles, afirmou seu porta-voz, Gary Mieranu, segundo um comunicado da Warner Brothers.
Sua mulher, Sheila, acompanhou Barbera até o último minuto de sua vida, acrescentou o comunicado. Ele deixou três filhos de um casamento anterior.
Hanna, com quem Barbera criou desenhos animados como "Os Jetsons" e "Dom Pixote", morreu em 2001.
Os dois começaram a trabalhar juntos para os estúdios MGM na década de 1930. Mas seu primeiro grande sucesso veio na década de 1960, com a série "Os Flintstones" e as perseguições de Tom e Jerry.
Desde a Idade de Pedra, com os Flintstones, até o futuro, com os Jetsons, Barbera e Hanna "não foram apenas os astros da animação, mas também uma parte muito querida da cultura popular dos Estados Unidos", disse Barry Meyer, gerente executivo da Warner Brothers, ao saber da morte.
Barbera nasceu em 1911 no bairro de Little Italy, em Nova York.
Começou a desenvolver sua capacidade de desenhista e de criar histórias com seus personagens nos estúdios Van Beuren. De lá foi à costa oeste do país, após saber que a MGM estava desenvolvendo instalações dedicadas exclusivamente à animação.
Foi ali que conheceu Hanna e os dois criaram Tom & Jerry, figuras carismáticas que conquistaram para a dupla sete Oscars de Hollywood, 10 prêmios Emmy de televisão e vários prêmios religiosos por seu trabalho cristão.
Numa ocasião, comentando a criação dos Flintstones, Barbera contou que "Fred e Barney nasceram da idéia mais básica que existe em toda comédia, a do gordo e do magro, e nos primeiros esboços eles foram índios, vaqueiros, peregrinos, até romanos, até que surgiu a idéia de vestir os dois com peles".
Outro grande personagem foi Jerry, que teve sua primeira aparição no musical "Anchors Aweigh", dançando com Gene Kelly numa cena antológica do cinema americano.
"Joe Barbera foi um narrador apaixonado e um gênio da criação. Ao lado de seu parceiro Bill Hanna, foi um pioneiro do mundo da animação", disse o seu amigo Sander Schwartz, presidente do Departamento de Animação de Warner Brothers.
"As suas contribuições à animação e à indústria da televisão não têm comparação. Foi pessoalmente responsável pelo entretenimento de milhões e milhões de pessoas no mundo todo ", acrescentou.
Mas nem Barbera nem seu companheiro Hanna pretendiam fazer desenhos animados. A atividade entrou nas suas vidas por causa das dificuldades econômicas.
Originalmente, Barbera pensava em dedicar seus estudos à administração bancária. Mas começou a desenhar para revistas de caricaturas, para poder sobreviver. Hanna, que tinha estudado engenharia e jornalismo, teve que entrar no terreno da animação ao não encontrar o trabalho que procurava.

terça-feira, 17 de março de 2009

CLODOVIL


17 DE MARÇO MORRE CLODOVIL HERNANDES

Clodovil Hernandes (Elisiário, 17 de junho de 1937 — Brasília, 17 de março de 2009) foi um estilista, apresentador de televisão e político brasileiro.
Começou a carreira de estilista ainda jovem, aos 16 anos, quando um colega de classe sugeriu que desenhasse uns vestidos. Numa página de caderno desenhou 11 modelos e levou a uma loja no centro de São Paulo, aonde a gerente comprou seis modelos. O talento foi reconhecido por mulheres de variadas origens sociais, desde artistas, como Elis Regina e Cacilda Becker, a empresárias, como Hebe Alves (antiga proprietária das lojas Mappin) às famílias Diniz e Matarazzo . Em 1960 ganhou o primeiro Agulha de Ouro.
Consagrado como estilista nos anos 60 e 70, foi convidado a trabalhar na televisão, aonde também virou moda, permanecendo por mais de de quarenta anos; foi apresentador de inúmeros programas em diversas emissoras. Após sua demissão da emissora RedeTV! em 2005, criticou sua antiga emissora assim como outras pessoas que nela trabalhavam e perdeu espaço na televisão brasileira.
Foi conhecido principalmente por seu caráter polemizador, e por declarações consideradas impróprias ou indelicadas, muitas vezes dirigidas a outras personalidades famosas. Entre outras polêmicas, estão acusações de racismo e antissemitismo.
Lançou-se deputado federal nas eleições de 2006 e tornou-se o terceiro deputado federal mais votado do País, com 493.951 votos

Biografia
Clodovil Hernandes nasceu no interior de São Paulo e foi adotado por um casal de imigrantes espanhóis (Domingo Hernández e Isabel Sánchez), nunca tendo conhecido seus verdadeiros pais. Foi educado em colégio interno por padres católicos. Falava francês e castelhano, além do português. Nos anos 60 ganhou fama como estilista de alta costura, mantendo uma "rivalidade" com Dener.

Início da carreira artística
Clodovil formou-se professor, mas ainda jovem se tornou um estilista conhecido no país e logo passou a trabalhar também na televisão, na qual já acumula mais de 45 anos de carreira em quase todas as emissoras de TV do país. Ficou famoso em 1976, ao ganhar o prêmio máximo no programa "8 ou 800?", apresentado por Paulo Gracindo, ao responder perguntas sobre Dona Beja.
No início dos anos 80, apresentou na Rede Globo o programa feminino TV Mulher, considerado revolucionário na época, ao lado da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, então uma sexóloga. Em 1992, apresentou o programa Clodovil Abre o Jogo, da extinta Rede Manchete.
Como premiado figurinista de teatro, Clodovil também já trabalhou como ator e possui registro como cantor.
Em maio de 2001, Clodovil estreou no comando do programa Mulheres (TV Gazeta), ao lado de Christina Rocha. Polêmico como sempre, Clodovil fazia críticas à colega, ao vivo. Após alguns meses, a parceria foi desfeita, e Clodovil passou a comandar um talk-show nas noites da TV Gazeta, durante as quais preparava receitas para receber seus convidados.

Polêmicas na RedeTV!
Em 2004, já na RedeTV!, passou por uma fase polêmica devido ao desentendimento com integrantes do programa Pânico na TV. Um dos quadros do programa propunha que personalidades consideradas arrogantes pela equipe calçassem as "sandálias da humildade", e em certo momento Clodovil tornou-se o alvo dos humoristas. O apresentador se esquivou de duas investidas dos repórteres do Pânico. Na terceira tentativa, foi perseguido por dois carros, um helicóptero e um trio elétrico. Seguido desde os estúdios da emissora, em Barueri, na Grande São Paulo, o veículo do apresentador foi fechado no meio da Marginal Pinheiros, e acabou por escapar. No dia seguinte à apresentação de todo o incidente no Pânico, Clodovil fez um desabafo ao vivo em seu próprio programa, A Casa é Sua, que apresentava desde 2003. Em seguida, abandonou os estúdios da RedeTV! com o programa em pleno ar. Dois dias depois, foi demitido da emissora. Em abril de 2007, Clodovil voltou à televisão com o programa "Por Excelência", na TV JB (o nome do programa faz referência à sua então condição de deputado federal). Foi demitido novamente por causa de alguns problemas de saúde.

Acusação de racismo
Em 2004, durante o programa A Casa é Sua, Clodovil chamou a vereadora Claudete Alves de "macaca de tailleur metida a besta". A vereadora entrou com uma queixa-crime e o apresentador respondeu por dois processos criminais no Tribunal de Justiça de São Paulo. Clodovil alegou em sua defesa que a palavra "macaca" foi usada com o intuito de demonstrar que a vereadora "gostava de aparecer", e não com conotação racista. O apresentador, porém, foi condenado a pagar indenização por danos morais.

Acusação de antissemitismo e novamente de racismo
Clodovil utiliza de um discurso muitas vezes sem coerência, misturando ficção com realidade, e faz questão de divulgar o que, sem uma estrutura lógica, dificilmente poderia ser chamada de 'opinião'; como consequência, se vê como réu em processos por danos morais.
Em uma entrevista à Rádio Tupi, em 27 de outubro de 2006, Clodovil declarou que os judeus teriam manipulado o Holocausto e forjado o atentado de 11 de setembro contra o World Trade Center. Na mesma entrevista, referiu-se a um negro como "crioulo cheio de complexo". Para suportar suas opiniões, disse à rádio carioca que existe um "poder escuso, que está no subsolo das coisas". Segundo o apresentador, "As pessoas são induzidas a acreditar. Quando houve aquele incidente com as torres gêmeas lá não tinha americano nenhum e nem judeu".
O presidente da Federação Israelita do Rio, Osias Wurman declarou-se indignado com as declarações, sobretudo por virem de uma pessoa advinda de uma minoria que também sofre preconceito. Wurman entrou com uma interpelação judicial contra Clodovil, acusando-o de racista, além de enviar cópias do áudio da entrevista à Secretaria Estadual de Direitos Humanos, a deputados estaduais e a organizações não-governamentais ligadas ao movimento negro.

Carreira política
Em 2006 entrou para a política após candidatar-se e eleger-se deputado federal pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC), possuindo inclusive o terceiro maior número de votos em São Paulo, estado por onde se candidatou. Usou bastante ironia em sua campanha, como a frase: "Vocês acham que eu sou passivo? Pisa no meu calo para você ver..." Tornou-se então o primeiro homossexual assumido a ser eleito deputado federal. Apesar disso, declara-se contra a Parada do Orgulho GLBT, o casamento gay e o movimento homossexual brasileiro.
Em setembro de 2007 o deputado decidiu trocar de partido e filiou-se ao Partido da República (PR), correndo desde então o risco de perder o mandato por infidelidade partidária, pois o TSE decidiu no dia 27 de março de 2007, que o mandato pertence ao partido e não ao eleito. No entanto, em 12 de março de 2009, foi absolvido por unamidade dos votos Clodovil deixou o partido alegando ter sido abandonado pela legenda desde a eleição, quando não recebeu material de campanha, e posteriormente, quando não recebeu assessoria jurídica do partido. Devido a isso, os ministros do TSE concordaram que houve perseguição interna, uma das condições que permitem que o parlamentar troque de legenda.

Morte
Clodovil Hernandes morreu em 17 de março de 2009, após ser registrada sua morte cerebral causada por um acidente vascular cerebral (AVC). O velório ocorreu no Salão Negro da Câmara dos Deputados do Brasil e o sepultamento terá lugar no dia seguinte à morte no Cemitério do Morumbi na capital paulista

segunda-feira, 16 de março de 2009

ESTREIA-"Palavra (En)cantada" relaciona poesia e MPB


documentário
SÃO PAULO (Reuters) - No documentário "Palavra (En)cantada", a diretora carioca Helena Solberg ("Vida de Menina") investiga a relação peculiar entre a poesia e a música popular no Brasil. O filme estreia em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
A tese de "Palavra (En)cantada", que vai ganhando força nos depoimentos de vários artistas, é de que o país registra uma integração toda especial entre a poesia, gênero normalmente de consumo intelectualizado e restrito, e a canção popular, esta de ampla circulação. O fenômeno, segundo o professor e compositor José Miguel Wisnik, tem raízes históricas.
Para outro músico e compositor, Lenine, a raiz da inspiração dos compositores brasileiros está lá atrás, nos trovadores medievais, que inspiraram os repentistas nordestinos. O escritor paulistano Ferréz, por sua vez, entende que o rap brasileiro vem diretamente do cordel nordestino.
A cantora Maria Bethânia não vê uma fronteira tão rígida entre a poesia e as letras de música. Apaixonada pelos versos do português Fernando Pessoa, entre outros, ela não raro declama poemas, e não só dele, em seus CDs e mesmo em shows.
Chico Buarque, que dá uma das entrevistas mais longas do filme, rejeita sistematicamente o rótulo de "poeta" que vivem lhe aplicando, por conta da sofisticação de suas letras. No seu entender, ele é mesmo apenas um compositor.
Além destas conversas com artistas de formação tão distinta quanto o Lirinha do Cordel do Fogo Encantado, Tom Zé, Martinho da Vila, Jorge Mautner, Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhotto, Antônio Cícero e BNegão, o documentário conta com diversas imagens raras, algumas inéditas.
É o caso de uma encenação de "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Mello Neto, num Teatro Universitário em Nancy (França). E também de uma apresentação de Dorival Caymmi nos anos 40, cantando e tocando ao violão sua famosa canção "O Mar".
Igualmente curiosa é uma entrevista de Caetano Veloso nos bastidores de um festival da TV Record, em 1967, logo depois da apresentação de sua canção "Alegria, Alegria". O cantor e compositor fala da "liberdade" dos baianos no uso da guitarra na MPB, um assunto que rendeu muita polêmica naquela época.
(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

JULGAMENTO DE FRITZL


Começa o julgamento de Josef Fritzl; austríaco se declarou culpado de incesto, estupro e sequestro


O austríaco Josef Fritzl, que estuprou e manteve a filha Elisabeth refém por 24 anos no porão de sua casa, começou a ser julgado nesta segunda-feira (16), em júri popular em Sankt Pölten, a 60 quilômetros a oeste de Viena. O veredicto deve ser divulgado no dia 20 de março

Josef Fritzl será julgado por seis crimes e pode pegar perpétua



No início do julgamento, Fritzl se declarou culpado de incesto, estupro e sequestro, mas inocente das acusações de assassinato e escravidão. As acusações de incesto, estupro e sequestro podem acarretar em uma pena máxima de 15 anos, já a acusação de assassinato pode levar a uma pena de prisão perpétua.

O acusado também se declarou inocente de escravidão, acusação utilizada pela primeira vez na Áustria, por ter tratado a filha "como uma propriedade", e de assalto com agravantes por ter ameaçado seus prisioneiros com um gás em caso de desobediência.

O julgamento
Cercado de seis policiais, Fritzl, de 73 anos, chegou ao tribunal com um terno cinza e escondendo o rosto atrás de uma pasta de arquivo azul. Apenas o acusado comparecerá ao tribunal durante os cinco dias de audiências, que acontecerão a portas fechadas. O depoimento de Elisabeth, hoje com 43 anos, foi gravado e será apresentado para os três magistrados e oito jurados.

Fritzl ficou de pé na sala por vários minutos e durante todo o tempo ignorou as insistentes perguntas de dois jornalistas do canal de TV público "ORF", autorizado pelo tribunal a entrevistá-lo.

As primeiras perguntas dos repórteres foram "Como se sente?" e "Gostaria de fazer uma declaração?".

Ao apresentar as acusações contra Fritzl, a promotora Christiane Burkheiser falou do "martírio inimaginável" sofrido por Elisabeth.

A acusadora admitiu que o réu "respondeu a todas as perguntas" da Promotoria, mas destacou que Fritzl "não mostrou nenhum tipo de remorso" pelo que fez.

Burkheiser também lembrou que, nos primeiros nove anos de cativeiro, a vítima viveu num espaço de 11 metros quadrados, "às vezes com três filhos pequenos e grávida".

Segundo a promotora, já no segundo dia do cárcere, que teve início em agosto de 1984, Elisabeth, então com 18 anos, foi estuprada pelo pai no porão, onde "não havia água quente, ducha, calefação, luz do dia ou ventilação com ar fresco".

Segurança
A segurança para o julgamento foi reforçada. Somente pessoas credenciadas poderão entrar na área em volta do prédio do Tribunal de Justiça. Os jornalistas só poderão acompanhar a leitura das acusações, que acontecerá nesta segunda, e o anúncio do veredicto, previsto para sexta.

O caso veio à tona em abril de 2008, quando a filha mais velha fruto do incesto - do total de sete filhos - precisou ser hospitalizada. Fritzl é mantido preso desde então e pode pegar prisão perpétua se for condenado por homicídio. O código penal austríaco não contempla a acumulação de penas, prevalecendo a mais dura.

O austríaco foi submetido a exames psiquiátricos que atestam sua capacidade mental de passar pelo julgamento.

Dia-a-dia no cativeiro
A investigação vasculhou os 24 anos de vida dupla de todos os envolvidos no caso, principalmente da mãe de Elisabeth, que levava uma vida normal na casa, em cima do cárcere da filha.


Fritzl protegeu a entrada do porão com portas blindadas e fechaduras eletrônicas, e proibia a mulher e os filhos de se aproximarem do local.

Descrito como um vizinho amável e solícito, Josef Fritzl teve sete filhos com a mulher e outros sete com Elisabeth. Ela tinha 18 anos quando foi sequestrada e enclausurada pelo pai.

Elisabeth desapareceu no dia 29 de agosto de 1984. Semanas depois, Fritzl obrigou-a a escrever uma carta para a mãe, pedindo que parassem de procurá-la e explicando que havia fugido para se juntar a uma seita religiosa.

Três dos bebês nascidos no porão foram 'deixados' na porta dos Fritzl, com mensagens escritas por Elisabeth, pedindo que a família os criasse. Tudo simulado pelo pai sequestrador.

Um dos bebês morreu por falta de cuidados médicos ao nascer e, por isso, Fritzl é acusado de homicídio. A acusação diz que "apesar de consciente do risco que a vida do bebê corria, premeditadamente impediu que terceiros prestassem ajuda ao recém-nascido, o que resultou na morte da criança".

Fritzl "amava sua filha à sua maneira", explicou seu advogado, Rudolf Mayer, à agência austríaca "APA": alimentava e vestia a segunda família, ensinou as três crianças que ficaram com a mãe no porão a ler e escrever, comprava para eles presentes de Natal e aniversário. Por outro lado, ameaçava matá-los com gás se tentassem fugir.

Experimentos Biológicos Nazistas


Os médicos trabalharam em conjunto com os agentes das SS no extermínio promovido pelo estado nazista, atuando como soldados biológicos. Na época estavam muito em evidência as teses sobre eugenia, ciência que estuda as condições mais propícias ao "melhoramento" da raça humana. Foi em nome dela que os médicos nazistas cometeram várias atrocidades. Para os nazistas não eram os problemas sociais como as carências econômicas e sociais que causavam a marginalidade dos não-arianos. Ao contrário, a congênita "inferioridade racial" desses indivíduos é que criava tais problemas. Dessa maneira, definiam as execuções como sendo de caráter humanitário, misericordioso, para aqueles "condenados pela seleção natural". Como para a medicina nazista a boa saúde era característica da superioridade racial ariana, ela deveria ser mantida a qualquer custo. Por essa razão, de 1933 até o início da guerra os alemães considerados "doentes incuráveis" foram submetidos à esterilização para que o "mal" que carregavam não fosse proliferado. Entre os "doentes incuráveis" que foram esterilizados estavam, conforme relato de Robert Lifton no livro The Nazi Doctors, "60 mil epilépticos, 4 mil cegos hereditários, 16 mil surdos hereditários, 20 mil pessoas com má formação no corpo, 10 mil com alcoolismo hereditário, 200 mil doentes mentais, 80 mil esquizofrênicos e 20 mil maníacos-depressivos". Lifton cita em seu livro o caso do médico Eduard Wirths, de Auschwitz, que inoculava o bacilo do tifo em judeus sãos, sob a justificativa de que estes, naturalmente condenados a morrer, poderiam servir de cobaias para testes de vacinas. Muitos morreram em "experiências médicas" que incluíam exposição a alta pressão e congelamento. Para reforçar o caráter médico das execuções, muitas vezes uma ambulância pintada com as cores da Cruz Vermelha acompanhava os assassinatos. Muitos médicos se destacaram pela crueldade de seus métodos, entre eles Josef Mengele, de Auschwitz, que fazia experimentos genéticos especialmente em gêmeos. Segundo o professor Robert Proctor, autor de A Higiene Racial - A Medicina na Época dos Nazistas, editado pela Harvard University Press, em Cambridge, Massachussets, "o nazismo nada mais é do que a aplicação dos conhecimentos biológicos". Para ele, tanto a teoria quanto a prática da doutrina nazista tiveram como ponto central a aplicação de uma política biológica.

domingo, 15 de março de 2009

Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria


A Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida é um movimento de ação social no Brasil.

"Democracia e miséria são imcompatíveis", escreveu em 1993 o sociólogo Herbert de Souza, o "Betinho", a partir do Movimento pela Ética na Política, lançando a Ação da Cidadania como um dos mais criativos, inovadores e importantes movimentos sociais do Brasil.
Entre os seus objetivos encontram-se o fomento da mobilização de todos os segmentos da sociedade brasileira na busca de soluções para as questões da fome e da miséria visando realizar o sonho de um país sem fome, sem miséria, onde todos tenham direitos de cidadania, onde a justiça seja mais do que uma palavra e que a integração social seja mais fato do que discurso. Desde 1993, a Ação da Cidadania visa estimular a participação cidadã na construção e melhoria das políticas públicas sociais. Para esse fim, é essencial a co-responsabilização da sociedade na luta.
O movimento atua através de comitês locais: cidadãos solidários que se mobilizam para por todo a nação. Todos os estados brasileiros têm comitês regionais da Ação da Cidadania e promovem ações conjuntas integradas pela coordenação nacional, com sede no Rio de Janeiro. Os comitês locais atuam junto às famílias, promovendo ações assistenciais e de mobilização das comunidades na luta pela conquista dos direitos sociais. Formados por voluntários, os comitês promovem, individualmente e por iniciativas próprias, projetos nas mais diversas áreas, como a doação de alimentos, a geração de emprego e renda, educação, creches, esporte e lazer, arte e cultura, saúde, assistência à população de rua e outras.
Dentre essas atividades conjuntas podemos citar a realização da Campanha Natal sem Fome, que entre 1993 e 2005 arrecadou mais e 30 mil toneladas de alimentos, doando-as para mais de 15 milhões de pessoas pobres, para denunciar a falta de políticas públicas efetivas de combate à fome. Desde 2006, a Ação da Cidadania mudou o seu paradigma: tendo o Programa Bolsa Família recursos para as 11,2 milhões de famílias pobres, mas sendo que 24% dos recursos destes são desviados, os comitês passaram a identificar as famílias que tem direito à renda mínima e nada recebem, através do programa "Cidadania em Ação". Em menos de um ano foram capacitados mais de 700 comitês, na Oficina de Agentes Locais de Cidadania, os quais visitaram 15 mil famílias, sendo que destas, 13 mil tem direito. Através da mobilização popular, em articulação com prefeituras municipais, já foram cadastradas mais de 2.500 famílias no estado do Rio de Janeiro, até setembro de 2007.
Todos os estados participam da Campanha e organizam suas atividades, definidas em fórum nacional, em seus estados. Os fóruns de debate da Ação da Cidadania são realizados periodicamente visando a formulação de diretrizes e o planejamento das ações da entidade. Nesses fóruns reúnem-se personalidades da sociedade civil, líderes comunitários, coordenadores da Ação da Cidadania dos estados, representantes de movimentos sociais, ONGs, universidades e do poder público.
Além disso, desde 2006 a campanha "Natal sem Fome dos Sonhos" passou a arrecadar brinquedos e livros: (1º) para denunciar as violações dos direitos sociais de lazer e educação de crianças e adolescentes; e (2º) anunciar o acesso aos livros dentro das comunidades através do programa "Espaço de Leitura", que vai criar mais de 1.000 bibliotecas móveis no estado do Rio de Janeiro e outras 1.000 pelo Brasil. Com a inauguração do Centro Cultural da Ação da Cidadania, no bairro da Saúde (Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro), em maio de 2007, a solidariedade consciente ganhou mais um espaço onde o povo começa a mudar o mundo pela cultura e a cultura continua mudando nossas vidas pela cidadania.
A Ação da Cidadania continua acreditando que "só a participação cidadã é capaz de mudar esse país" (Betinho) e que "a comida alimenta, mas só a educação e a cultura transformam e libertam" (Maurício Andrade), porque se em 1993 existiam 32 milhões de miseráveis e nos unimos para lutar contra a desigualdade, em 2007 existem 32 milhões de analfabetos funcionais e precisamos nos (re)unir para lutar por uma nova igualdade.
Que as sombras de nossos líderes nos permitam enxergar mais longe, pois estamos olhando o mundo sobre os ombros de gigantes.

sábado, 14 de março de 2009

Poeta dos Escravos


Castro Alves
Antônio Frederico de Castro Alves (Muritiba, 14 de março de 1847 — Salvador, 6 de julho de 1871) foi um poeta brasileiro. Nasceu na fazenda Cabaceiras, a sete léguas (42 km) da vila de Nossa Senhora da Conceição de "Curralinho", hoje Castro Alves, Estado da Bahia. Suas poesias mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos".

Dados Biográficos
Sua mãe faleceu em 1859. No colégio, estimulado no lar por seu pai, iria encontrar uma atmosfera literária, produzida pelos oiteiros, ou saraus, festas de arte, música, poesia, declamação de versos. Aos 13 anos fez os primeiros versos. No dia 9 de setembro de 1860 teria recitado os primeiros versos em festa no Ginásio Baiano.
O pai se casou por segunda vez em 24 de janeiro de 1862 com a viúva Maria Ramos Guimarães. No dia seguinte ao do casamento, o poeta e seu irmão José Antônio partiram para Recife, enquanto o pai se mudava para o solar do Sodré.
Em março, submeteu-se à prova de admissão para o ingresso na Faculdade de Direito do Recife sendo reprovado. Mas seria em Recife tribuno e poeta sempre requisitado nas sessões públicas da Faculdade, nas sociedades estudantis, na platéia dos teatros, incitado desde logo pelos aplausos e ovações, que começara a receber, e ia num crescendo de apoteose. Era um belo rapaz, de porte esbelto, tez pálida, grandes olhos vivos, negra e basta cabeleira, voz possante, dons e maneiras que impressionavam a multidão, impondo-se à admiração dos homens e arrebatando paixões às mulheres. Ocorrem então os primeiros romances, que nos fez sentir em seus versos, os mais belos poemas líricos do Brasil.
Em 1863 a atriz portuguesa Eugênia Câmara se apresentou no Teatro Santa Isabel. Influência decisiva em sua vida exerceria a atriz, vinda ao Brasil com Furtado Coelho. No dia 17 de maio, Castro Alves publicou no primeiro número de «A Primavera» seu primeiro poema contra a escravidão: «A canção do africano». A tuberculose se manifestou e em 1863 teve uma primeira hemoptise.
Em 1864 seu irmão José Antônio se suicidou em Curralinho. Ele enfim consegue matricular-se na Faculdade de Direito do Recife e em outubro viaja para a Bahia. Só retornaria ao Recife em 18 de março de 1865, acompanhado por Fagundes Varela. A 10 de agosto, recitou «O Século» na Faculdade de Direito e se ligou a uma moça desconhecida, Idalina. Alistou-se a 19 de agosto no Batalhão Acadêmico de Voluntários para a Guerra do Paraguai. Em 16 de dezembro, voltou com Fagundes Varela a Salvador. Seu pai morreu no ano seguinte, a 23 de janeiro de 1866. Castro Alves voltou ao Recife, matriculando-se no segundo ano da faculdade. Nessa ocasião, fundou com Rui Barbosa e outros amigos uma sociedade abolicionista.
Em 1866 se tornou amante de Eugênia Câmara.
Teve fase de intensa produção literária e a do seu apostolado por duas grandes causas: uma, social e moral, a da abolição da escravatura; outra, a república, aspiração política dos liberais mais exaltados. Data de 1866 o término de seu drama «Gonzaga ou a Revolução de Minas», representado na Bahia e depois em São Paulo, no qual conseguiu consagrar as duas grandes causas de sua vocação. No dia 29 de maio, resolveu partir para Salvador, acompanhado de Eugênia. Na estréia de «Gonzaga», dia 7 de setembro, no Teatro São João, foi coroado e conduzido em triunfo.

sofreguidão



aperto forte tudo
que me parece formidável
e logo vem censura e violência
cambaleando por meu rosto

adentro vagaroso e covarde
em vales cheios de pudor
e vergonha de fazer errado
mesmo não querendo mais sofrer

ao fim do incêndio as labaredas
ainda estão furiosas e mesmo assim
nada mais é tão agradável
é fácil virar o rosto e dormir safado

auto:John Williams B.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Aleijadinho


Escultura do Brasil



Aleijadinho: Anjo do Getsêmani, Santuário do Bom Jesus de Matosinhos
A escultura no Brasil acompanhou as correntes estéticas que animaram o desenvolvimento desta arte em outros países do ocidente, especialmente os europeus, de onde vieram as principais influências que fecundaram o solo artístico brasileiro. Ao longo dos últimos 500 anos de sua história, o Brasil testemunhou um florescimento particularmente rico da escultura no período barroco, com um estilo geral unificado, e a partir do século XX, quando predomina a diversidade..
Origens


Frei Agostinho de Jesus: Nossa Senhora do Rosário
As primeiras notícias de esculturas no Brasil datam do final do século XVI, quando algumas vilas já se haviam estabelecido no litoral e se iniciava a construção de templos e edifícios públicos. Neste período inicial a maior parte das obras ainda era importada da Europa, especialmente de Portugal, a metrópole colonizadora.
Grande parte da atividade escultórica autóctone se limitava aos trabalhos de talha decorativa em madeira e, em menor grau, em pedra. Um dos primeiros nomes dignos de lembrança no século XVII como entalhador de refinado talento é o Frei Domingos da Conceição, que trabalhou no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro.
Também se iniciou alguma atividade na estatuária em peças de devoção religiosa, onde a primeira figura a se destacar foi o Frei Agostinho da Piedade, deixando criações de serena beleza e grande sensibilidade, de perfil barroco mas ainda devedoras ao espírito renascentista, num estilo misto que seria comum a todos os dois primeiros séculos de colonização.. Frei Agostinho é considerado o fundador da escultura nacional, dedicando-se ao gênero que conheceria um desenvolvimento extraordinário em terras brasileiras e se constituiria num dos mais típicos distintivos culturais do Brasil até os dias de hoje: a imaginária sacra barroca, que em seus melhores momentos se equipara à grande tradição européia. Outro nome importante da época é o do Frei Agostinho de Jesus, também produzindo obra de grande qualidade em estilo semelhante.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Violência e drogas nas escolas



“A atenção precisa ser diferenciada para aquele adolescente tido como indisciplinado ou que tem dificuldade de aprendizagem. Ao invés de rotular e propor a expulsão, o colégio deve investir pedagogicamente no aluno”, acredita Olympio de Sá Sotto Maior Neto, Procurador de Justiça.

A violência na escola é assunto antigo das conversas sobre educação. Em 2000, a UDEMO realizou uma pesquisa com quase 500 escolas públicas de todo o estado de São Paulo, 44% afirmaram que a violência aumentara em relação aos anos anteriores.
É importante ressaltar que a violência escolar não vem desacompanhada de outros fatores. Não é algo que surge e termina dentro da sala de aula. É apenas uma das facetas dos variados tipos de violência que acercam o jovem diariamente: a violência familiar, social, estatal, verbal, física, comportamental, entre tantas outras. O aluno influenciado por tipos de violência em casa ou na rua é meio de transporte para que esta violência adentre as escolas.
O assunto é vasto e merece muitas discussões e reflexões. Contudo, para o professor, além de combater as causas, é de imediata importância também entender e tentar controlar suas conseqüências. Para isso, muitas possíveis soluções estão sendo apontadas a fim de que esse sério problema seja resolvido. Uma das ações que melhores resultados tem mostrado é a boa gestão da escola. Ou seja, a vontade dos diretores e dos professores de mudar o quadro depredado da escola. Bons exemplos encontramos em escolas como a da Vila Prete e a Professor José NegrIi, ambas no estado de São Paulo. Essas escolas conseguiram ótimas notas em exames nacionais, e o segredo está na boa gestão.
Uma gestão de qualidade inclui projetos que tragam os professores, pais e voluntários para perto dos alunos, dentro da escola. Projetos como atividades internas nos períodos em que não se tenham aulas, aos fins de semana etc, assim como o conhecido Amigo da Escola, ou mesmo outros de iniciativa própria nas comunidades.
O importante é acreditar no aluno. Não se pode desistir daquele aluno que não consegue aprender e tem dificuldades dentro e fora da escola, sentindo-se intimidado com a frustração, ele pode reagir com violência. A professora Mabel Victorino, 30 anos, deixa isso claro quando fala sobre o assunto,
“A gente tem de usar todas as formas possíveis para fazer o aluno aprender… Se não dá de um jeito, aprende de outro.”
A vontade de se empenhar na pacificação da escola já é bem antiga, em 1999, uma reportagem da ISTOÉ que tratava da violência escolar coloca um comentário do pedagogo Roberto Leme, presidente da UDEMO na época,
“Sem conseguir sobressair, os jovens se juntam em grupos e partem para a violência”, explicitando a importância das atividades extracurriculares na rotina do jovem.
As Drogas
Um dos principais motivos da violência escolar está no uso e no tráfico de drogas (ilícitas ou não). Muitos alunos usam e comercializam drogas dentro e nas proximidades da escola. Isso também atrai maus elementos para os arredores das instituições. Na mesma pesquisa da UDEMO,
“27% das escolas pesquisadas relataram que alunos portavam e consumiam bebidas alcoólicas durante as aulas. 19% das escolas foram invadidas por estranhos, com objetivo de furto, roubo, estupro, tráfico, de drogas. 18% acusaram porte ilegal de armas, por parte dos alunos.”
A solicitação de um bom policiamento às autoridades, como se já não fosse um dever, pode ajudar. Às vezes, apenas a presença de uma viatura da Guarda Municipal já é o suficiente para intimidar possíveis problemas nas saídas das escolas e o comércio de drogas - pelo menos em frente aos portões.
Um levantamento publicado pelo jornal argentino Clarín, no ano passado, mostra que o Brasil é o 3º em uso de cocaína na América do Sul,
“1,7% dos brasileiros matriculados no ensino médio já consumiram a droga.”
O Brasil perde apenas para a Argentina e para o Chile. Isso pode nos dar uma idéia de como o problema é grande.
Sem contar o uso de bebidas alcoólicas e de cigarro comum. A criança com muito tempo livre ocioso acaba por assistir a muitos programas violentos e que incentivam o uso de álcool, por exemplo. Aída Maria Monteiro Silvia trata, em seu texto, A Violência na Escola: A Percepção dos Alunos e Professores (link para o arquivo em . pdf)entre outras coisas, a influência que a programação pouco educativa da televisão causa às crianças.
Campanhas e projetos que dão seminários sobre o uso e o efeito das drogas no organismo podem ajudar no combate a esse uso indevido na rua e nas salas de aula.

terça-feira, 10 de março de 2009

Museu do Rock


roll britânico
British Music Experience foi inaugurado em Londres nesta segunda (9).
Museu inclui estúdios interativos com instrumentos para os visitantes.

Os Beatles estão entre os homenageados no novo museu em Londres.
Os amantes do rock 'n' roll agora têm um lugar novo para soltar seu guitarrista interior e ouvir como bandas britânicas como Beatles, Led Zeppelin e The Clash atravessaram o Atlântico para escrever a história da música.

O museu British Music Experience, inaugurado em Londres nesta segunda-feira (9), usa vídeos, memorabília e outros artefatos para contar a história da música britânica desde a 2ª Guerra Mundial, lançando olhares aprofundados sobre gêneros que vão do skiffle ao reggae, passando pelo punk, blues e urbano.

Um estúdio interativo equipado com guitarras Gibson, baterias, teclados e um estúdio vocal incentivam visitantes a pegar e tocar os instrumentos e viver o sonho do rock 'n' roll, mesmo que por apenas alguns minutos.

"Finalmente temos um lar para abrigar os talentos férteis e espantosos que geramos nos últimos 60 anos", disse o presidente do museu, Harvey Goldsmith, que já ajudou a organizar eventos como o Live Aid.

O museu, cujos ingressos custam 15 libras (cerca de US$ 21,34), fica na grande 02 Arena, em Londres, que Goldsmith e outros esperam converter numa meca musical, algo como o Museu do Rock and Roll existente em Cleveland, Ohio.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Corrupção


Corrupção no Brasil
Com tantos casos vindo a conhecimento publico não podemos deixar de reparar no descrédito dos brasileiros na política. E um dos principais fatores desse descrédito é a corrupção generalizada, quase endêmica, em todos os ramos das atividades política e econômica brasileiras.

Poderíamos supor que a corrupção do brasileiro vem do famoso jeito malandro que tanto atribuem à conduta de nossos conterrâneos, mas não seria isso um despautério? Todos os povos do mundo são corruptíveis. Em condições de liberdade vemos ao longo dos tempos, e a história comprova com fatos, povos inteiros que quebraram regras e leis se tornando corruptos e sendo punidos posteriormente.

O que caracteriza uma corrupção brasileira é a falta de punição que vemos por aqui. Já que em outros países do mundo a punição é severa e eficiente, as pessoas ficam com muito mais receio de aplicar golpes e burlar as leis sabendo que provavelmente irão para a cadeia.

Não podemos esquecer também que a origem desse processo corrupto que vemos eclodir hoje vem de uma época remota que parece esquecida. A época da ditadura militar brasileira. Durante cerca de vinte anos houve um processo arraigado de implementação da corrupção no país.

Não sendo muito estranho que agora comece uma limpeza, já que os resquícios ditatoriais estão se extinguido e com isso dando espaços para ações de pessoas que estão em outro processo cultural que não aquele de trinta anos atrás.

A corrupção não é brasileira, mas sim universal. O que temos é a falta de punição adequada para coagir tais atos e preveni-los. E com esse processo todo de cassações de mandatos esperamos que a corrupção possa diminuir e, enfim, daqui há algumas décadas possamos nos orgulhar de vivermos em um país menos corrupto.



O texto original foi publicado há algum tempo, essa parte que acrescento vêm com o intuito de esclarecer pontos que ficaram superficiais na primeira parte, já que pela estrutura de redação não poderiam mesmo serem desenvolvidos.

O comentário abaixo do Marcelo Santos, inflamado e de consistência é digno de pensamento. E por causa dele vim aqui para acrescentar algumas pontuações que acho interessante ressaltar. Deixando claro que todos os pontos escritos a partir de agora são de completo particularismo. E se devem apenas ao meu ponto de vista da questão.

1) O Brasil é o país dos esquemas, dos artifícios gerais. São mega-esquemas que se desenrolam ao longo de governos, ou décadas. Esses esquemas são estruturados em uma falha humana, a falha moral. Mas nem por isso esses esquemas existem somente porque existe a falha humana. Um político pode ser honesto, creio que muitos são, mas em meio a um sistema que não anda senão com essas peças já encaixadas, que só precisam ser substituídas, nada conseguem fazer de modo honesto. Temos de perceber que qualquer denúncia efetuada por qualquer pessoa, nas mais altas instâncias de nossos poderes, será dissolvida ao longo do caminho pela burocracia e pela proteção mútua de colegas das casas. Então o lance seria mudar a burocracia? Infelizmente para mudar algo assim há de se aprovar um projeto contra a vontade de praticamente todos os que têm poder de voto. Política nada mais é que jogo de interesses. Infelizmente, pela falha humana, defende melhor seus interesses quem trabalha melhor com essa variante, e pessoas honestas tendem a perder nesse campo.

2) Não adianta colocarmos pessoas honestas uma única vez no poder. Temos que fazer isso durante algumas décadas consecutivamente. Aliado a uma educação sólida de valores, coisa que não existe hoje em dia com a falta (isso porque a determinação do MEC em suas Normas e Diretrizes para o Ensino diz claramente que todo aluno deve terminar o ensino Médio com noções de Sociologia e Filosofia) de ensino propriamente dito. As escolas hoje são meras geradoras de informação, que os alunos têm que decorar pedaços de cada matéria, sem ver um sentido para aquilo e sem conseguir articular o pensamento entre elas. Não precisa-se de pessoas honestas no poder, mas pessoas que além de honestas se sintam intimidadas e partam para a ação em prol de mudar isso como único objetivo de vida, o que pela própria natureza da coisa é muito difícil.

3) Nossa corrupção nos altos escalões nada mais é que o reflexo direto de nossa mentalidade brasileira do jeitinho, da malandragem e da moral que é boa para o vizinho. Somos todos corruptos, damos dinheiro para o guarda para aliviar nossa barra, compramos dvds e cds piratas no camelô, somo coniventes com a extorsão de flanelinhas que cobram de dois a cinco reais para "olhar" nossos carros em nossas ruas, etc. Enquanto tivermos essa mentalidade, e enquanto essa mentalidade continuar sendo passada de geração em geração a coisa não tem muito rumo mesmo não.

4) Pelo fato de as escolas não incentivarem ninguém para o âmbito político, pessoas de índole mais branda que poderiam lutar pelos interesses mais claros e límpidos acabam se distanciando dessa realidade. Política hoje é coisa pra corruptos. E se nós, que não nos vemos como corruptos largamos de mão a política, só, realmente, o tipo de pessoa que consegue se enquadrar por lá é que vai subir ao poder.

Enfim, são inúmeros fatores para a decorrência da corrupção e sua manutenção. Ao tratar do problema muito me espanta quem assume uma postura crítica efusiva e se põe como que cheio de idéias "simples" para mudar o quadro nacional de corrupção. Creio que se fosse fácil, ou tão fácil quanto esses gurus nos fazem crêr, alguém já teria feito. A corrupção é a ponta de iceberg gélido e cruel. Nossa realidade é assim, nós somos assim, ou somos coniventes com ela e isso diz tudo.