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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Saiba como escolher e servir champanhe ou espumante no fim do ano

Chegou o fim do ano, e com ele a temporada de festas em que a vedete das bebidas são os champanhes e outros espumantes. Esta coluna é dedicada a eles, sua forma de produção, o que os diferencia, como servir e acompanhado de que. Veja ainda uma seleção de mais de 40 produtos para ajudar a escolher na hora da compra.

Champanhe ou Espumante?
O termo "espumante" é a designação genérica para vinhos com gás resultante de fermentação natural. São chamados de "champanhe" os espumantes provenientes da região de mesmo nome, no nordeste da França. Espumantes produzidos em outro países podem ganhar outras denominações específicas, como a “cava” espanhola, o “sekt” alemão, e o “asti” e o "prosecco" italianos, entre outros.

Métodos de fabricação
São dois os métodos mais utilizados na produção de espumantes, o champenoise (tradicional), empregado na fabricação do champanhe, em que o gás é formado por meio de uma segunda fermentação dentro da própria garrafa, e o método charmat, em que o gás se forma numa segunda fermentação, em tanques de aço inox hermeticamente fechados.

“No geral, a qualidade dos espumantes produzidos pelo método champenoise é maior. As bolhas são menores e mais delicadas, além de mais numerosas e duradouras", explica Susana Jhun, enóloga e professora do curso de Tecnologia em Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi. A grande vantagem dos espumantes produzidos pelo método charmat é o custo mais baixo.

Mas o que diferencia o champanhe dos outros espumantes também produzidos pelo mesmo método? A resposta está numa palavra francesa muito recorrente no mundo do vinho: o “terroir” (diz-se "terroá"), ou local de proveniência. Devido ao clima frio e ao solo formado por um depósito à base de greda (espécie de solo calcário), o vinho espumante de Champanhe possui uma alta acidez, o que permite, segundo especialistas, um maior equilíbrio além de uma complexidade aromática mais elevada.

Tipos de uvas
Em Champagne são permitidas três cepas de uvas: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Como lá é produzido o espumante referência no mercado, muitos produtores no resto do mundo tentam seguir este padrão de mistura (assemblage), principalmente das duas primeiras dessas cepas.

Como servir
O ideal é que tanto o champanhe como outros espumantes sejam servidos gelados. A média de temperatura recomendada é de 8º C. A taça ideal é a "flûte" ("flauta"), de forma fina e alongada, pois preserva melhor o gás. Segundo Jhun, mesmo em ocasiões festivas e brindes “não se recomenda o estouro da rolha, o que ocasiona a perda de gás e consequentemente a diminuição do número de bolhas”.

A enóloga avalia que espumantes podem acompanhar todas as etapas de uma refeição completa: aperitivos, entrada, prato principal e sobremesa. Champanhes e espumantes tipo "brut" vão bem com aperitivos, entradas e pratos principais mais leves. "Já para pratos principais mais densos, o melhor são os champanhes especiais como millésimes ou cuvées de prestige, que são mais complexos e encorpados", ela indica. Sobremesas vão bem com os espumantes "demi-sec", já que para acompanhar doces vale a recomendação de servir um vinho mais doce que o da refeição.

O espumante pode ser considerado um coringa em harmonizações, pois as bolhas, segundo Jhun, têm o poder de limpar o paladar e facilitar a degustação e a combinação de diferentes comidas.

Rótulos
A principal informação a ser observada no rótulo de um espumante é se o método de fabricação, ou vinificação, adotado pelo produtor. No Brasil e em diversos países esse dado é obrigatório nos rótulos. No caso do champanhe, devido à regra principal da região, sabe-se de antemão que o método é o champenoise.

Além dos champanhes, há também outros outros espumantes tradicionalíssimos e de grande qualidade, como os espumantes de Franciacorta, região ao norte da Itália (Lombardia), e de Alsacia, norte da França (fronteira com Alemanha). E numa faixa de preços mais acessível, há também os espumantes feitos pelo método charmat.

“Caso a opção seja por um espumante especial, recomenda-se um champanhe 'millésime' ou 'cuvée de prestige', sempre com identificação de safra. Mas, se o desejo é não gastar muito, existem espumantes feitos fora da Europa, pelo método charmat, com bom preço e qualidade, principalmente no Brasil”, concluiu Susana Jhun.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

História do Natal



História do Natal, 25 de dezembro, história do Papai Noel, a tradição da árvore de Natal, origem do presépio,decorações natalinas, símbolos natalinos

Origem do Natal e o significado da comemoração

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.



As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.



Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.



A Árvore de Natal e o Presépio




árvore de natal


Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.



Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.



Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.



O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.



O Papai Noel : origem e tradição



Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.



Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.



A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.



A roupa do Papai Noel




Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.



Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.



Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países




- Alemanha (Weihnachtsmann, O "Homem do Natal"), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, "Homem do Natal), POrtugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz).

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PLANETA TERRA PRECISA DE AJUDA


Quem lê um jornal, freqüentemente se depara com notícias do tipo: o planeta Terra está aquecendo, as geleiras estão derretendo, os rios contaminados matam peixes e intoxicam a população local, o buraco na camada de ozônio e os gases do efeito estufa preocupam os cientistas. Essas e outras notícias, de tão exaustivamente batidas, acabam passando como qualquer outra, mas a questão é: até quando vamos ignorar um pedido de socorro do nosso planeta? Será que teremos que esperar a água de nossas casas acabar ou o calor se tornar insuportável? Devemos aguardar que as conseqüências batam a nossa porta de forma inexorável para só então percebermos o quanto fomos inconseqüentes e irresponsáveis com o patrimônio natural que nos foi presenteado?
Infelizmente, nós seres humanos, de uma forma geral, nos consideramos superiores a tudo e a todos que habitam o planeta. Essa pretensa superioridade não nos permite enxergar que somos tão dependentes da saúde do ambiente quanto um peixe é do oxigênio contido na água. A tendência à superioridade, somada à ganância incondicional, nos tornaram as maiores ameaças à vida no planeta. Além de destruir a grande biodiversidade do planeta, seremos vítimas de nossos próprios erros e vamos sofrer fortemente as conseqüências.
A falta de conscientização e respeito do ser humano contribui sobremaneira para a degradação ambiental acelerada. O desperdício e mal uso dos recursos naturais, o errado descarte de lixo e outros resíduos, o aumento de gases emitidos para a atmosfera e o desmatamento descontrolado são apenas alguns exemplos de desenvolvimento insustentável.
Tempo que seu lixo leva para se degrada

Vidro
Linha de nylon
Frauda descartável
Garrafa de plástico
Lata de alumínio
Plástico
Metal
Isopor
Copo de plástico
Saco plástico
Corda
Madeira pintada
Filtro de cigarro
Chiclete
Papel
até 1 milhão de anos

600 anos
450 anos
450 anos
200 anos
100 anos
100 anos
80 anos
50 anos
35 anos
30 anos
3 anos
5 anos
5 anos
3 a 6 meses

Dados obtidos de pesquisas que têm sido realizadas no mundo inteiro, revelam que o Planeta Terra está sofrendo diariamente com as intervenções causadas pela ações antrópicas. As reações que presenciamos nos últimos anos nos mostram que a natureza responde de maneira drástica. “É bem provável que tenhamos de enfrentar uma catástrofe ecológica no próximo século, a não ser que mudemos nosso estilo de vida, nossa economia e nossas instituições. A parte mais importante do novo paradigma consiste em construir uma sociedade que nos permita satisfazer as necessidades do povo sem destruir o sistema que nos sustenta e sem acabar com nossas reservas naturais. Enfim, uma sociedade na qual possamos nos manter sem destruir ou reduzir as oportunidades para futuras gerações” afirmou o físico quântico Fritjof Capra.



Lixo

A crescente preocupação com o meio ambiente tem levado algumas pessoas a mudar seus hábitos. A reutilização do lixo, objetivando a preservação ambiental, o incentivo à coleta seletiva e a reciclagem de diversos tipos de material já vêm sendo adotados nas principais sociedades. Isto porém ainda não é o bastante. O desperdício é enorme e ecologicamente incorreto. Somente nos Estados Unidos são gerados 200 milhões de toneladas de lixo por ano, uma média de 725 quilos por habitante. Mesmo quando comparado com a capital do Brasil, que é quem mais desperdiça lixo, esse número é alarmante. Brasília produz 438 quilos por habitante por ano. Que dirá quando comparado aos países africanos, cuja média de consumo por habitante é 40 vezes menor do que a americana.

Uma criança nascida em um país industrializado colabora para o desperdício e a poluição ambiental na mesma proporção que 30 a 50 crianças nascidas nos países em desenvolvimento. Com o crescente aumento populacional e o consumismo em ritmo acelerado, a tendência é produzirmos cada vez mais lixo. Se continuarmos jogando nosso lixo para fora de casa e não dermos uma solução sustentável para o problema, nossos netos ou bisnetos precisarão de outro planeta para abrigar tanto lixo.
Segundo a ASMARE (Associação dos catadores de material reaproveitável), 64% dos municípios brasileiros destinam seus resíduos sem tratamento a lixões ou a cursos de água e em 20 % dos domicílios brasileiros, o lixo nem chega a ser coletado. Engana-se quem ainda pensa que o problema do lixo acaba na hora em que é deixado na porta de casa para coleta dos serviços de limpeza urbana. A maioria dos brasileiros não sabe para onde os resíduos são destinados e o que acontecerá com eles. Os diversos aterros sanitários e lixões hoje existentes no país já estão com suas capacidades esgotadas.
As praias são um outro exemplo de nosso descaso com a natureza. No últimos anos, as praias vêm se transformando em verdadeiros depósitos de lixo público. Além de as areias estarem acumulando materiais inorgânicos que podem levar até 100 anos para se degradar, como o plástico (veja tabela), suas águas estão cada vez mais poluídas e impróprias para o banho. Experimente caminhar no final da tarde de um domingo qualquer na praia e você não saberá se está em uma praia ou em um depósito de lixo. “O microlixo (bitucas de cigarros, canudinhos, tampinhas e etc) deixado na areia é um dos maiores vilões nas praias. De acordo com os relatórios que produzimos em nossas ações de limpeza de praia, são os campeões em quantidade coletada nas praias cariocas” afirmam Hildon Carrapito e Anna Turano, coordenadores do Projeto Limpeza na Praia, do Instituto Ecológico Aqualung. Esse projeto, uma iniciativa maravilhosa para dar conscientização ambiental nas praias através de multirões de limpeza, tirou no ano passado em um só evento, oito mil sacolas de lixo das praias cariocas (veja mais na página 16).


Algumas dicas de como Reduzir

- Aproveite as duas faces das folhas de papel, tanto na escrita, quanto para impressão e fotocópias.
- Faça apenas o número necessário de fotocópias.
- Adote coadores, guardanapos e toalhas de pano.
- Revise textos na tela do computador antes de imprimi-los.
- Use envelopes só quando necessário.
- Recuse folhetos de propaganda que não forem de seu interesse.
- Faça assinatura comunitária de jornais e revistas.
- Compre a granel hortifrutigranjeiros, grãos e produtos de limpeza nas feiras e sacolões.
- Substitua descartáveis como copos, talheres, canudos e isqueiros por similares duráveis.
- Aproveite talos e folhas de verduras, cascas de frutas.
- Diminua o desperdício de alimentos e evite embalagens supérfluas, sofisticadas ou de difícil (isopor, caixas tipo longa vida) ou nenhuma (celofane, papel aluminizado) reciclagem no Brasil.

Algumas dicas de como Reutilizar

- Reaproveite envelopes, cartolinas e folhas de papel com verso livre para rascunho ou para imprimir documentos a serem enviados por fax.
- Utilize frascos e potes para outros fins.
- Reaproveite sobras de materiais de construção.
- Antes de descartar tente consertar os utensílios e aparelhos com sapateiros, costureiros, técnicos e restauradores ou transforme-os em outros produtos e doe-os a quem precisa.

Reduzir, Reutilizar e Reciclar
Quando nos preocupamos em diminuir o impacto do lixo, devemos sempre pensar nos três erres: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Reduzir o desperdício, reutilizar sempre que for possível antes de jogar fora e reciclar os materiais. Quando falamos em reduzir, nossa atuação pode começar desde o momento da compra. Deveríamos evitar a compra de produtos com exageros na embalagem, principalmente aquelas de isopor, papel celofane ou papel alumínio, que apresentam pouca ou nenhuma aceitação no mercado de reciclagem e levam muito tempo para se degradar no meio ambiente (veja tabela na página ao lado). Podemos também reduzir o desperdício através de pequenas ações em casa e no trabalho, como utilizar a frente e o verso das folhas de papel e reutilizar os copos descartáveis e os potes de vidros.
Reciclar é, na verdade, separar para a reciclagem, pois os cidadãos comuns não reciclam (a não ser os artesãos de papel reciclado). A melhor alternativa para reciclar, contribuindo assim com um mundo mais limpo, é procurar uma entidade governamental, filantrópica ou uma cooperativa de catadores de lixo, que coletarão o lixo em sua casa ou condomínio (veja tome nota na página 8). A coleta seletiva é uma alternativa ecologicamente correta que desvia uma quantidade significativa de resíduos sólidos de seu destino para os aterros sanitários e minimiza o desperdício, permitindo a reciclagem e a reutilização. Com isso alguns objetivos importantes são alcançados: a vida útil dos aterros sanitários é prolongada e o meio ambiente é menos contaminado. Além disso, o uso da matéria prima reciclável diminui consideravelmente a demanda por recursos naturais.

No Brasil, já são mais de 500 mil catadores espalhados por mais de 3,8 mil municípios. Estima-se que os catadores sejam responsáveis por 90% dos materiais que alimentam as indústrias recicladoras. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Alumínio (ABAL) o Brasil desde 2001 se mantém como líder mundial na reciclagem de latas de alumínio. Mas não pense que isso ocorrre devido a um suposto alto nível de conscientização e eficiência ecológica brasileira. Essa posição se deve ao fato de termos no Brasil um exército de miseráveis sem alternativas que sobrevivem e sustentam suas famílias às custas da cata de latas de alumínio.
Reciclando, a humanidade poupa os recursos naturais, economiza energia, reduz a poluição, gera empregos e deixa as cidades mais limpas e agradáveis. De acordo com a ONU, Organização das Nações Unidas, uma tonelada de papel reciclado poupa cerca de 22 árvores, economiza 71% de energia elétrica e diminui a poluição do ar em 74%


Aquecimento Global

Pesquisas em vários pontos do planeta confirmam que a Terra está sob processo de aquecimento. O aquecimento global é uma hipótese de que o aumento da temperatura da atmosfera é a conseqüência do aumento da emissão de gases estufa, principalmente o CO2, pelas atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis como carvão e derivados de petróleo, de indústrias, refinarias e motores automotivos. O aumento da emissão desses gases aumenta também a capacidade da atmosfera de aprisionar calor. Essa capacidade é conhecida como Efeito Estufa.
Este efeito, ao contrário do que muitos pensam, é um fenômeno natural e benéfico aos seres vivos. Quando se alerta para os riscos relacionados ao Efeito Estufa, o que está em foco é a sua possível intensificação causada pela ação do homem, alterando o clima na Terra.
A atmosfera do nosso planeta é constituída de gases que permitem a passagem da radiação solar e absorvem grande parte do calor (a radiação infravermelha térmica) emitido pela superfície aquecida da Terra. Graças a esse efeito estufa, a temperatura média da superfície do planeta mantém-se em cerca de 15°C. Sem o efeito estufa, a temperatura média da Terra seria de 18°C abaixo de zero. Portanto, o efeito estufa natural sempre foi benéfico ao planeta, pois criou todas as condições para a existência de vida.
A hipótese da intensificação do fenômeno é muito simples, do ponto de vista da física. Quanto maior for a concentração de gases, maior será o aprisionamento do calor e, consequentemente, mais alta a temperatura média do globo terrestre. A maioria dos cientistas envolvidos nas pesquisas climáticas, está convencida de que a intensificação do fenômeno, em decorrência das ações e atividades humanas, estão provocando esse aquecimento. Como não há concenso, o Efeito Estufa ainda continuará a ser objeto de muita discussão entre os cientistas e a sociedade.
Preocupados com o Efeito Estufa e seu impacto no aquecimento global, representantes de 160 países assinaram um acordo em 1997 para a redução da emissão de gases poluentes. O chamado “Protocolo de Kyoto” estipulou metas para a redução da emissão de gases poluentes nos países industrializados. Ainda que o presidente dos Estados Unidos se recuse a assiná-lo, o acordo tentará alcançar uma redução de 5,2% na emissão de seis gases até 2012 (CO2, CH4, N2O, HFCs, PFCs e SF6). Reuniões suplementares continuam sendo realizadas para tentar determinar os parâmetros finais do protocolo.
As conseqüências do aquecimento global, envolvem questões complexas sobre as quais os próprios especialistas ainda não têm opinião formada. É muito difícil prever as mudanças climáticas, os prejuízos e custos da prevenção destas mudanças e planejar ações que possam minimizar os efeitos negativos. No entanto, os efeitos desastrosos já são apontados por especialistas do mundo inteiro e alguns já acontecem embaixo de nosso olhos, como o próprio El-ninõ. As previsões indicam um aquecimento dos mares, que provocará um grande degelo dos polos e o aumento do nível dos oceanos e, consequentemente, a inundação de várias áreas litorâneas. A umidade e o calor provocarão um aumento do número de insetos com o correlato aumento das doenças por eles transmitidas, como a malária. É prevista também uma redução das colheitas na maior parte das regiões tropicais e subtropicais, onde a comida já é escassa. Como se isto não bastasse, haveria um decréscimo da água disponível e, por outro lado, maior risco de enchentes em determinados locais. As áreas mais pobres do globo, por sua escassa capacidade de adaptação, serão certamente as mais vulneráveis. Essas são algumas das conclusões do Terceiro Relatório do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change), um grupo organizado sob os auspícios das Nações Unidas com a finalidade de estudar as mudanças climáticas.




Faça sua parte, o Planeta não pode mais esperar!
Preserve a fauna - Evite comprar adereços que utilizem produtos de origem animal como penas, plumas, peles, marfim e ossos.
Denuncie o tráfico de animais - Evite ter animais silvestres como bichos de estimação e denuncie o comércio destes animais.
Preserve a flora - Evite comprar móveis ou outros utensílios feitos com madeiras de árvores ameaçadas de extinção, como mogno, imbuía, araucária, peroba, canela e marfim.
Substitua o palmito - Substitua o consumo de palmito juçara, cuja espécie está ameaçada de extinção, pelos palmitos de pupunha, açaí ou palmeira real.
Economize água - Evite o desperdício durante o banho, escovação dos dentes e lavagem de louça, e evite o uso da “vasoura hidráulica” na lavagem de calçadas e ruas.
Evite a contaminação da natureza - Procure consumir produtos cultivados sem o uso de defensivos agrícolas e prefira sempre os produtos reconhecidamente não-poluidores.
Seja um consumidor consciente - Evite adquirir produtos com excesso de embalagens descartáveis, pois consomem recursos em sua fabricação e aumentam muito a quantidade de lixo.
Não desperdice energia - Utilize a energia elétrica racionalmente, evitando deixar ligados aparelhos ou lâmpadas sem necessidade.
Não jogue lixo nas ruas, parques e praias - Veja quantos anos seu lixo pode manter-se na natureza (veja tabela na página 4) e pense que esse lixo pode não só contaminar o ambiente mas também pode levar vários animais marinhos à morte por ingestão. Tartarugas morrem no mundo inteiro ao confundir saco plástico com água viva. Se onde estiver não tiver lixeiras, coloque na bolsa e descarte-o em casa.
Ajude a diminuir a quantidade de lixo - Prefira sempre produtos feitos com material reciclado.
Recicle - Separe o lixo para reciclagem e agende sua coleta seletiva (veja como, no final da matéria).
Participe de projetos ambientais - Há inúmeros projeto onde você pode participar diretamente, como voluntário, ou indiretamente, como associado, contribuindo assim para a preservação ambiental.
Seja um educador ambiental - Transmita para as pessoas e crianças que você conhece a importância de preservar nosso meio ambiente.
Mata Atlântica

O desequilíbrio ambiental e climático já demonstra resultados negativos também para as nossas matas. Junto com o aumento da temperatura temos a previsão de uma diminuição significativa nos índices pluviométricos para as regiões de Mata Atlântica. Ou seja, dentro de 100 anos a área ocupada hoje pela Mata Atlântica será mais quente e mais seca. Isto se até lá não tivermos destruído o que sobrou de uma das matas mais ricas em biodiversidade do mundo. É a floresta mais rica do mundo em árvores por unidade de área, apresentando 454 espécies por hectare no sul da Bahia.
A destruição das florestas e a sua má utilização iniciou-se na época do descobrimento do Brasil. Quando os europeus desembarcaram em nossas terras a Mata Atlântica ocupava cerca de 15% do território brasileiro. Hoje, após uma assustadora devastação, a mata foi reduzida a apenas 7% da área original, ou cerca de 1% do território brasileiro. A situação crítica da Mata Atlântica fez com que a ONG Conservação International incluisse esse Bioma entre os cinco primeiros colocados na lista de Hotsposts __ 25 bioregiões selecionadas em todo o mundo, consideradas as mais ricas em biodiversidade e, ao mesmo tempo, as mais ameaçadas.
Historicamente, os setores agropecuário, madeireiro, siderúrgico e imobiliário pouco se preocuparam com o futuro das florestas ou com a conservação da biodiversidade. Pelo contrário, sempre agiram, e agem até hoje, objetivando o maior lucro em um menor tempo possível. O mais grave é que essa falta de compromisso com a conservação e estímulo ao desmatamento, historicamente, partiram dos próprios governos brasileiros.



Amazônia

Não podemos deixar de mencionar também a forte ameaça que a Floresta Amazônica vem enfrentando. Mesmo sendo considerada (erroneamente) o pulmão do Planeta, suas florestas vêm sendo destruídas há anos por queimadas e desmatamentos, provocando perdas irreparáveis de espécies animais e vegetais.O Ministério do Meio Ambiente já comprovou que o desmatamento só tem aumentado, principalmente nos dois últimos anos. Cerca de 26.130 quilômetros quadrados foram devastados entre agosto de 2003 e agosto de 2004, e o grande vilão é a indústria madeireira. A região é a maior reserva de madeira tropical do mundo e exporta madeira principalmente para os países europeus. A Floresta Amazônica tem 5,5 milhões de quilômetros quadrados, abrigando um terço de todas as espécies vivas do planeta.
Cada espécie animal ou vegetal extinta representa um grave desequilíbrio no ecossistema local e uma enorme perda da biodiversidade mundial. Se falarmos na linguagem que esse setores da economia entendem, podemos comparar com o empresário que compra uma indústria e, sem ter nenhuma noção das funções de seus quadros, demite alguns funcionários a esmo. Correrá o sério risco de ver sua industria parada.

Águas e Oceanos

Os cientistas alertam: “a água potável será um dos primeiros recursos naturais a se esgotar nos próximos séculos”. Alguns países já se deram conta disso e competem ferozmente entre si por esse precioso recurso. Se no passado, as especiarias provocaram muitas guerras, imagine a falta de água. Já existem centenas de conflitos expalhados pelo Planeta. Os principais, como não poderia deixar de ser, estão na África e no Oriente Médio. Na América do Sul, os conflitos pelo uso da água estão concentrados em sua maioria no território brasileiro (Bacia Amazônica, Bacia da Prata, Aqüífero Guarani e Águas Costeiras).
As conseqüências da falta de água e sua contaminação já são uma realidade até mesmo no Brasil, um dos países mais rico em recursos naturais e hídricos do mundo. “Cerca de 89% das pessoas que estão nos hospitais foram vitimas da falta de acesso à água de boa qualidade” diagnostica o Ministério da Saúde.
As atividades industriais, mineradoras e agrícolas são as principais emissoras de poluentes tóxicos responsáveis pela contaminação da água. Entre as substâncias descarregadas, estão os compostos orgânicos do clorinato, minerais, derivados de petróleo, mercúrio e chumbo (todos provenientes das indústrias) e fertilizantes, pesticidas e herbicidas (da agricultura). Com as chuvas, esses poluentes são arrastados para os rios. Outra importante fonte de poluição são os esgotos. Nas cidades e regiões agrícolas, são lançados diariamente cerca de 10 bilhões de litros de esgoto que poluem rios, lagos e áreas de mananciais. Qualquer poluente que entre em contato com o solo ou com a água pode contaminar também os lençóis de água subterrâneos.
Os mares e oceanos recebem boa parte dos poluentes dissolvidos nos rios dos centros industriais e urbanos localizados no litoral. O esgoto, em geral, é despejado sem nenhum tipo de tratamento. O excesso de material orgânico no mar leva à proliferação descontrolada de microrganismos que acabam formando as chamadas marés vermelhas, que matam e intoxicam peixes e outros frutos do mar, tornando-os impróprios para a alimentação. Para piorar, um milhão de toneladas de óleo são despejadas por ano e espalham-se pela superfície dos oceanos, formando uma camada compacta que demora para ser absorvida e mata muitos animais.
Segundo Stjepan Kecknes, diretor do Centro de Programas de Atividades Oceânicas e Costeiras do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), oitenta e cinco por cento dos 20 bilhões de toneladas de material poluente despejados anualmente nos oceanos provêm dos continentes. Noventa por cento desse material permanece na área costeira, criando sérios problemas ambientais e de saúde.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Complexidade na Adolescência


DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA


Mariana, 16 anos, passa horas e horas deitada em seu quarto; luzes apagadas, incenso queimando e músicas tristes dominam o ambiente. Este poderia ser um simples comportamento desta "fase adolescente", mas se observarmos mais atentamente percebemos que seu comportamento é freqüente, ela não aceita os poucos convites para sair com os amigos, está tirando notas muito baixas na escola, tem brigas constantes com todos os membros de sua família e dificuldade para dormir. Ela mesma não consegue entender o que se passa com ela e se pergunta: "Será que isso é só uma fase?" "Eu me sinto doente mas não sei o que fazer nem com quem falar". Seus pais recriminam o seu comportamento e fazem comentários que em nada ajudam, ao contrário abalam ainda mais a sua auto-estima: "Sai desse quarto menina e vá respirar ar puro!"; "Com a sua idade eu já trabalhava e você não faz nada e ainda vai mal na escola"; "Você não gosta de nada nem de ninguém mesmo. Nem sei quem você puxou!"; "Você está um 'aborrecente', levante esse ânimo, vcoê nem tem idade para ficar triste".


A depressão não é somente uma tristeza. Depressão é o nome que é dado a certos estados de sofrimento psíquico que podem causar transtornos no comportamento, na afetividade e nos relacionamentos sociais e familiares. A depressão é sempre um problema difícil para se enfrentar e pode tornar-se ainda mais assustador quando ocorre na adolescência, uma fase da vida por si só repleta de mudanças e de estresse. Na maioria das vezes os adolescentes não conseguem entender o turbilhão de sentimentos que afloram e nem mesmo conversar sobre a sua depressão por não encontram um interlocutor que os compreenda.

As dificuldades acadêmicas, problemas de relacionamento com colegas, aumento da irritabilidade e agressão e tentativas de suicídio podem estar associadas com a depressão em adolescentes. Uma pesquisa recente, publicada pela revista da Associação Americana de Psicologia em dezembro de 2000, revela que adolescentes que fumam têm maior probabilidade de desenvolver sintomas depressivos do que seus colegas não fumantes. Aqueles adolescentes que já tinham sintomas de depressão apresentaram duas vezes maior chance de se tornarem fumantes, o que fez os autores da pesquisa sinalizar a importância de providenciar orientação para o não uso do tabaco e estímulo para que aqueles que fumam deixem de fazê-lo.

Os chamados transtornos de humor, nos quais está incluída a depressão, fazem parte de um dos grupos de doenças com menor chance de serem diagnosticadas em crianças e adolescentes: eles têm dificuldades para expressar o que sentem, os sintomas são diferentes em adultos e adolescentes e a maioria das pessoas e muitos profissionais pensam que a depressão é uma doença de adultos. Os dados mostram que 7 a 14% das crianças experienciaram um episódio depressivo sério antes de 15 anos e 20 a 30% de pacientes adultos relataram que seu primeiro episódio depressivo aconteceu antes dos 20 anos.

Vale a pena entender o adolescente e prestar atenção em seu comportamento, além de lembrar que a orientação, supervisão e diálogo são sempre importantes.


Mitos e Realidade

* MITO - Adolescentes não tem depressão de verdade.
* REALIDADE - A depressão pode afetar pessoas de qualquer idade, raça ou classe socio-econômica.
* MITO - Adolescentes que alegam estar deprimidos são fracos e precisam apenas de força de vontade.
* REALIDADE- A depressão não é uma fraqueza e sim um grave problema de saúde.
* MITO - Falar sobre depressão apenas piora o problema.
* REALIDADE- Falar sobre o que sente pode ajudar um amigo a reconhecer a necessidade de ajuda profissional.
* MITO - Pessoas, inclusive adolescentes, que falam sobre suicídio não se suicidam.
* REALIDADE- Muitas pessoas que se suicidaram já haviam dado "avisos" a esse respeito para amigos e família.
* MITO - Contar para um adulto que o amigo pode esta deprimido é trair sua confiança. Se ele quisesse ajuda, ele procuraria.
* REALIDADE- A depressão destrói a auto-estima e interfere na capacidade ou vontade da pessoa pedir ajuda.

Identifique os Sintomas da Depressão na Adolescência

* Tristeza ou sensação de vazio
* Pessimismo ou culpa, falta de esperança
* Desamparo ou inutilidade
* Incapacidade de tomar decisões
* Concentração e memorização reduzidas
* Falta de interesse ou prazer por atividades normais como esportes, música ou conversa pelo telefone
* Problemas na escola e com a família
* Perda de energia e motivação
* Dificuldade para pegar no sono, dormir bem ou se levantar de manhã
* Problemas de apetite: emagrecimento ou ganho de peso
* Dor de cabeça, dor de estômago ou dor nas costas
* Inquietação e irritabilidade
* Desejo de ficar sozinho a maior parte do tempo
* Falta às aulas ou abandono de hobbies e outras atividades
* Abuso de bebidas alcoólicas ou drogas
* Conversas sobre morte
* Conversas sobre suicídio (ou tentativas)


Se você identificar vários desses itens em seu filho, em um amigo ou em você mesmo, pode ser um quadro depressivo. Antes de qualquer decisão, procure ajuda profissional (psiquiatra, psicólogo ou médico da família), pois a avaliação e o diagnóstico são essenciais para o tratamento e a recuperação.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Leila Lopes


Leila Lopes (São Leopoldo, 19 de novembro de 1959[1] — São Paulo, 3 de dezembro de 2009) foi uma atriz, jornalista e apresentadora de televisão brasileira, conhecida por seus papéis em telenovelas da Rede Globo e, posteriomente, por ter iniciado carreira no cinema pornográfico.
Biografia

Leila Gomes Lopes, filha de Reúcio Lopes e Natália Gomes Lopes, era professora em Esteio, cidade em que morava com seus pais até que ficou nacionalmente conhecida principalmente por dois papéis que interpretou em telenovelas veiculadas pela Rede Globo, a professorinha Lu, em Renascer, em 1993, e Suzane, em O Rei do Gado, em 1996.

Fez um ensaio fotográfico para a edição de março de 1997 da Revista Playboy, e em maio de 2008 entrou para o elenco da produtora de filmes pornográficos Brasileirinhas, com o filme Pecados e Tentações.

Seus últimos trabalhos foram como apresentadora de programas de TV, no Entre 4 Paredes com Leila Lopes exibido pelo canal de internet JustTV, e Calcinha Justa, pelo Sexprivé.
Morte

Foi encontrada morta em sua residência na madrugada de 3 de dezembro de 2009. Há indícios de que Leila tenha cometido suicídio; medicamentos não identificados foram encontrados ao lado do corpo da atriz e ela teria deixado cartas para familiares.
Televisão

* 1990 - Pantanal - Lúcia
* 1991 - O Guarani - Severina
* 1992 - Despedida de Solteiro - Carol
* 1993 - Renascer - Professora Lu
* 1994 - Tropicaliente - Olívia
* 1996 - O Rei do Gado - Suzane
* 1997 - Malhação - Rosa
* 2000 - Marcas da Paixão - Creuza

Cinema

* 2008 - Pecados & Tentações (pornográfico) - Marlene
* 2009 - Pecado sem Perdão (pornográfico) - Marlene
* 2009 - Pecado Final (pornográfico) - Marlene

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Prevenção da Aids sem hipocrisia


Conceitos anticristãos e ateístas dificilmente conseguirão dar boas soluções aos problemas da Saúde Pública brasileira. Observe que tais conceitos costumam dar ênfase às embalagens mas desprezam os conteúdos. Os adeptos destas filosofias concebem projetos muito bem maquiados, por fora, mas, internamente, são falhos e ineficientes. As campanhas de prevenção da Aids, dos últimos anos, estão muito mais para propaganda de promiscuidade sexual do que campanhas de prevenção. De fato, o objetivo principal é louvável, mas os efeitos colaterais, dessas campanhas, são desastrosos e atingem toda a população.

As propagandas de camisinha, por exemplo, são de alto risco porque a Aids é conseqüência do meio promíscuo. Por isso, as campanhas que indiretamente estimulam a promiscuidade (a multiplicidade de parceiros, sob o título de “sexo seguro”), podem aumentar a proliferação da Aids especialmente entre os jovens e os adolescentes. Note que, se para um adulto maduro já é difícil interromper um “aquecimento” para vestir esse preservativo, imagine para um adolescente na flor das descobertas. Além disso, os adolescentes estão sendo estimulados a fazer sexo cada vez mais cedo por estas próprias campanhas que deveriam estar minimizando, e não agravando o problema.

Em 1999, algumas campanhas chegaram ao absurdo de com­parar e substituir o anel de casamento por camisinha. Uma visão totalmente pagã e que só serve para multiplicar ainda mais todos os problemas de origens sexuais. A pessoa tem que ser muito ingênua para acreditar que um casal, que vive junto como marido e mulher, vai usar camisinha freqüentemente em obediência às propagandas do Ministério da Saúde.

As campanhas atuais podem promover alguns esclarecimentos realmente benéficos, mas servem também para popularizar o sexo entre crianças e adolescentes, estimular a prostituição juvenil, enfraquecer os laços familiares e propagar a vulgaridade e o desrespeito.

Se marido e mulher precisam se prevenir contra a Aids, esta prevenção passa principalmente pela fidelidade conjugal, e não pelo uso de camisinha. A expansão da Aids nunca foi uma simples conseqüência da prática sexual, na realidade ela é conseqüência da depravação sexual, e é essa depravação que precisa ser combatida com um padrão de comportamento menos vulgar.

As filosofias que tentam solucionar problemas sociais com técnicas paliativas e “jeitinhos”, sempre resultam num tiro pela culatra. Os índices estatísticos estão freqüentemente nos noticiários para comprovar esta realidade. A gravidez indesejada, a prostituição juvenil, a própria Aids e outras doenças de origens sexuais aumentaram principalmente entre os jovens e adolescentes. Portanto, temos que abandonar as filosofias atéias e pagãs e aplicar os princípios cristãos (estimulando a conduta cristã) para colhermos bons resulta­dos imediatos e permanentes.

Se o Ministério da Saúde abandonasse as propagandas de técnicas sexuais “aparentemente seguras”, e usasse de métodos respeitosos e reverentes para ensinar o adolescente a conter-se, aguardando a idade adequada (ocupando-se com atividades esportivas, por exemplo), e procurando encontrar um único companheiro(a) para uma vida a dois, o Brasil reduziria todos os problemas de saúde e reduziria também muitos outros problemas sociais provocados pela promiscuidade (infidelidade) e precocidade sexual.

É lógico que os jovens e adolescentes não iriam seguir à risca esta orientação, mas passariam a olhar com muito mais respeito para esta questão. O simples silêncio do governo, e da mídia, já seria melhor do que a atual publicidade de sexo que estas instituições vêm fazendo entre crianças e adolescentes. O sexo é maravilhoso e útil no tempo adequado, "precocemente" é destrutivo e gera graves conseqüências sociais. Toda publicidade de “camisinha”, seja na rua ou na TV, torna-se danosa à sociedade porque transforma-se abertamente em propaganda de sexo.

A persistência do assunto sexo, erotismo e namoro infantil na mídia (mesmo sob a desculpa de prevenção à saúde e educação sexual), pode transformar o Brasil num grande prostíbulo. O comportamento promíscuo certamente vai gerar crianças deformadas e com as mais diversas anomalias humanas, sejam físicas ou comportamentais.

Precisamos dar um pouco mais de crédito aos ensinamentos bíblicos para visualizarmos as verdadeiras soluções.

sábado, 28 de novembro de 2009

AC/DC fala a 'língua do rock'n'roll' e encanta o público em São Paulo

Veteranos do hard rock tocaram hits e faixas do novo 'Black ice'.
Show de 2 horas teve boneca inflável e strip tease de Angus Young.


Brian Johnson, 62, à frente da locomotiva do AC/DC em São Paulo

Símbolo máximo da juventude e de rebeldia contra a mesmice, o rock'n'roll nunca combinou muito bem com a ideia de envelhecimento. Mas 36 anos depois de plugar o mundo em seu hard rock de altíssima voltagem, o AC/DC parece longe de dar sinais de que esteja perdendo energia.

Diante de um Morumbi lotado - estima-se que ao menos 65 mil ingressos tenham sido vendidos -, a banda formada na Austrália pelos irmãos escoceses Angus e Malcolm Young subiu ao palco às 21h35 e fez uma apresentação de exatas duas horas de duração, com direito a explosões, muito suor e um mar de chifrinhos luminescentes que fizeram as arquibancadas do estádio brilhar do começo ao fim do espetáculo. No palco, um show à parte de luzes e tecnologia: telões em alta definição exibiam trechos de animações e imagens em estilo de videogame, e um conjunto de mais de 200 caixas de som proporcionavam um volume raramente ouvido em estádios.


O repertório, sem surpresas, foi praticamente o mesmo que vem sendo apresentado na turnê de "Black ice", 15º e mais recente álbum de estúdio do grupo, que, apesar de lançado só em outubro de 2008 e de trazer poucas novidades, foi simplesmente o segundo disco mais vendido daquele ano.

Apoiado nas mesmas músicas - "Back in black", "Highway to hell", "T.N.T" - e no mesmo figurino - Angus ainda não desistiu de se vestir como um colegial rebelde de bermuda e gravata (verde-e-amarela, para a ocasião) -, o AC/DC não inventa moda. Faz um rock sem firulas, de riffs poderosos e a cozinha de baixo e bateria muito bem marcada.

Há 13 anos sem visitar o país - a última vez foi em 1996, e a primeira no Rock in Rio de 1985 -, o vocalista Brian Johnson não fez questão de dizer que "amo muito vocês" ou de ficar papagaindo frases decoradas. "Não sabemos português, mas falamos uma língua que todo mundo é capaz de entender: rock'n'roll", avisou logo no início do show, que abriu com "Rock'n roll train", faixa do disco novo, dona de um dos riffs mais grudentos de toda a discografia do AC/DC (e não são poucos).


A metáfora da locomotiva roqueira ou da máquina de guerra que não pode parar inspira não só os cenários do show, com direito a um trem de 6 toneladas e diversos canhões no palco, como traduz a própria perfomance de Johnson e Angus. Pouco se lixando para a barriguinha saliente ou para a calvície típicas dos seus bem mais que 50 anos de idade, vocalista e guitarrista concentram praticamente todas as atenções do público, ora correndo pelo palco de 78 metros de largura, ora incorporando o guitar hero em um solo de quase 10 minutos numa plataforma elevada na passarela projetada sobre o público.

Em um dos pontos mais altos do show, ao som da blueseira "The Jack", de 1975, Angus faz um strip tease, ficando só de bermudas e com sua inseparável Gibson SG até o final do espetáculo. Sem ter nem sombra do sex appeal de um Mick Jagger, a intenção é menos de sensualidade e mais de fanfarrice. Suas musas não são top models, mas garotas sujas e de seios fartos como Rosie, a conhecida boneca inflável gigante que a banda traz de volta ao palco, desta vez de calcinha e cinta-liga, simulando sexo com a locomotiva do cenário durante a clássica "Whole lotta Rosie".

O público delira, canta junto, bate palminhas e espanta a chuva que ameaçava cair. Nos telões, uma fã mais empolgada levanta a camiseta e mostra o sutiã.

Como há três décadas, o show do AC/DC é um grande teatro. Fala de sexo, de inferno, de trovão e de todos os clichês associados ao imaginário do gênero. Parece fácil de fazer - como o parecem os solos de Angus ou a bateria e baixo econômicos de Phil Rudd e Cliff Williams -, mas poucos são capazes de repetir e com tamanha propriedade. O ano é 2009, mas a velha máxima continua valendo: é só rock'n'roll, mas (quando é bom mesmo) a gente gosta.

Confira abaixo o repertório completo do show:



1. "Rock'n roll train" - de "Black ice" (2008)
2. "Hell ain't a bad place to Be"- de "Let there be rock" (1977)
3. "Back in black" - de "Back in black" (1980)
4. "Big Jack" - de "Black ice" (2008)
5. "Dirty deeds done dirt cheap" - de "Dirty deeds done dirt cheap" (1976)
6. "Shot down in flames" - de "Highway to hell" (1979)
7. "Thunderstruck" - de "The razor's edge" (1990)
8. "Black ice" - de "Black ice" (2008)
9. "The Jack" - de "T.N.T." (1975)
10. "Hells bells" - de "Back in black" (1980)
11. "Shoot to thrill" - de "Back in black" (1980)
12. "War machine" - de "Black ice" (2008)
13. "Dog eat dog" - de "Let there be rock" (1977)
14. "You shook me all night long" - de "Back in black" (1980)
15. "T.N.T." - de "T.N.T." (1975)
16. "Whole lotta Rosie" - de "Let there be rock" (1977)
17. "Let there be rock" - de "Let there be rock" (1977)

BIS

18. "Highway to hell" - de "Highway to hell" (1979)
19. "For those about to rock (We salute you)" - de "For those about to
rock" (1981)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

DEM quer informações sobre contratos de patrocinadores de filme sobre Lula

'Lula, o filho do Brasil' foi apresentado pela primeira vez em Brasília.
Partido quer sabe se patrocinadores têm contratos com o governo.


O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), protocolou nesta quarta-feira (25) na Mesa Diretora da Casa requerimentos pedindo informações de 24 ministérios sobre contratos com empresas que patrocinaram o filme “Lula, o filho do Brasil”, que conta a história do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

"Lula, o Filho do Brasil"

Os requerimentos de Caiado terão de ser encaminhados pela Mesa Diretora aos ministérios, que terão 30 dias para responder após o recebimento. Os requerimentos de Caiado pedem informações sobre contratos, inclusive de financiamentos, desde janeiro de 2007. Ele solicita o envio de cópias dos contratos e dos processos de licitação, quando houver.

“Em sua maioria, os patrocinadores são partes em contratos milionários firmados com o poder público federal”, ressalta Caiado.


*
‘Maravilhoso, emocionante’, diz dona Marisa sobre filme que conta vida de Lula

Filme

O filme teve orçamento de cerca de R$ 16 milhões e recebeu patrocínio de 16 empresas de diversas áreas, como empreiteiras, montadoras de veículos, cervejarias, telefônicas, entre outras.


"Lula, o filho do Brasil" foi apresentado pela primeira vez na abertura do Festival de Cinema de Brasília. O filme retrata a vida do presidente Lula da infância até ser preso durante a ditadura militar, quando ainda era líder sindical.


A exibição contou com a presença da primeira-dama, Marisa Letícia, além de ministros do governo e parlamentares. Na ocasição, os ministros negaram que o filme tivesse cárter eleitoreiro. O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), disse que “o povo sabe diferenciar um filme de uma escolha eleitoral”. “O filme é sobre a vida de um brasileiro, que como outros venceu a seca e fez história”, afirmou.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia da Consciência Negra

História do Dia da Consciência Negra, cultura afro-brasileira, importância da data, quem foi Zumbi dos Palmares

História do Dia Nacional da Consciência Negra

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.

Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Menina americana não consegue parar de espirrar


Quem olha por um instante não percebe nada. Mas bastam alguns segundos para se perceber que Lauren Johnson tem uma particularidade: a menina de 12 anos não consegue parar de espirrar. A cada minuto são 16 espirros.

O problema começou há duas semanas, quando a menina estava se recuperando de um forte resfriado na Virgínia.

A mãe de Lauren, Lynn Johnson, já levou a filha para inúmeros médicos e hipnoterapeutas. Ninguém conseguiu ajudar.

O alergista Clifford Bassett, ouvido pela rede ABC, disse acreditar que Lauren sofra do que chama de "metralhadora de espirros".

"É muito frustrante", disse, desolada, a menina, que não pode ir para a escola e só tem alívio dos espirros quando dorme.

O problema é raro. Há dois anos, a emissora contou a história de Brooke Owens, que também não consegue se livrar dos espirros. Por causa disso, ela foi forçada a abandonar a escola, pois os espirros estavam perturbando outras crianças. "Acabou o meu sonho de ser enfermeira", contou Brooke.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Em 2009 comemora-se 20 anos da queda do muro de Berlim


Depois de novembro 1989 o mundo moderno caminhou em outra direção. Com a reunificação da Alemanha, ocorreu o colapso dos regimes do leste europeu e o fim da bipolaridade da governança global. Com isso o termo "guerra fria" saiu dos jornais e deu espaço para a esperança.

No ano que vem, comemora-se 20 anos da queda do muro de Berlim e, para festejar esse fato histórico, o Centro de Turismo Alemão preparou diversas exposições, espetáculos, visitas guiadas e atividades em grupo. Tudo isso no intuito de deixar essa história viva na memória de todos aqueles que, através do turismo e da cultura, prezam pela liberdade e pela diversidade.

Cidades como Berlim, Potsdam, Leipzig, Mecklenburgo-Antepomerania e Turingia, serão palcos de diversos eventos. Sendo Berlim a segunda cidade mais populosa da UE, com quase de 3,5 milhões de habitantes e um dos mais influentes centros da política, cultura e ciência do velho continente; Berlim também é um importante centro do transporte continental, e moradia para pessoas de 180 nações diferentes.

Historicamente Berlim sempre teve um papel importante no contexto europeu. Foi capital do antigo Reino da Prússia, capital do império alemão; foi invadida pelo exército de Napoleão Bonaparte e este, após a ocupação, ordenou que a Quadriga que faz parte do Portal de Brandemburgo fosse levada para Paris. Após a derrota de Napoleão, a Quadriga voltou para o devido lugar.

Com a divisão do território alemão, a Quadriga voltou a ser alvo de disputas entre os governos de Berlim oriental e ocidental. Foi inclusive, modificada e restaurada após a Reunificação da Alemanha, em 1990.

Mas o fato marcante em Berlim foi a construção do muro pelos soviéticos no final da segunda grande guerra. Construído na madrugada de 13 de agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte de 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de atravessá-lo.

Roteiro histórico
Leipzig Tourist Service e.V.
Leipzig é uma das cidades que serão palcos de diversos eventos.

Durante 2009, em Berlim, as pessoas poderão percorrer a pé ou de bicicleta toda a extensão do muro, e observar fragmentos, manifestações artísticas. Desde maio desse ano, existe a possibilidade de realizar essas visitas portando um aparelho multimídia guiado por GPS.

Próximo a Berlim, Potsdam reserva aos seus visitantes, o Palácio de Cecilienhof e a Ponte Glienicker. A cidade é ponto de partida para as visitas guiadas com grupos para "Caminhos fronteiriços, patrimônio cultural da humanidade".

A cidade de Leipzig é famosa por comemorar em todo 9 de outubro, a "Noite das Luzes"; movimentos artísticos, exposições de fotografia, o Museu da "Esquina curva" e eventos musicais, relembram o dia decisivo do que foi a "revolução pacífica".

Outra dica são os inúmeros museus e centros de documentação histórica e cultural em Mecklenburgo-Antepomerania. Destacamos o Museu Tutow da DDR, o Centro de Documentação Prora na ilha Rügen e o Bunker Eichental.

Em Turingia, o Hotel Rennsteighöhe Reisenden mostra os sinais da DDR, nos oferecendo um pedaço da história incrivelmente real. Os hóspedes desse hotel aprendem como se vivia em um bunker do antigo ministro de segurança da DDR.

O Point Alpha, uma das instalações fronteiriças da época da guerra fria e mais importante de Turingia, foi convertido em um museu e merece uma visita. A programação completa encontra-se no site www.visitealemanha.com.


O U2 comemora os 20 anos da queda do Muro de Berlim com um show na capital alemã nesta quinta-feira (5). A apresentação gratuita contou com a presença de em torno de 10 mil pessoas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Faith No More dá início a turnê pelo Brasil

Banda se apresenta em Porto Alegre nesta terça-feira (3).
Mike Patton e companhia tocam ainda no Rio, em SP e BH.



A banda Faith No More.
O Faith No More dá início nesta terça (3) à sua turnê pelo Brasil. A banda se apresenta em Porto Alegre (3), no Rio de Janeiro (5), em São Paulo (7) e em Belo Horizonte (8) com a sua "The Second Coming".

O grupo lotou o Maracanã durante o Rock in Rio 2 em 1991 e retornou ao país no mesmo ano para diversas apresentações. Em 1995, o FNM fez a última apresentação no Brasil.

Desta vez, Mike Patton e companhia devem apresentar sucessos como "Falling to pieces", "Epic" e "Easy". Pioneiro na mistura de funk, hardrock, metal e rap, o grupo anunciou seu retorno em fevereiro de 2009 e uma turnê pela Europa.

Além de Mike Patton nos vocais, a formação atual tem Mike Bordin (bateria), Roddy Bottum (teclados), Billy Gould (baixo) e Jon Hudson (guitarra).

O trabalho mais recente do Faith No More é "Album of the Year" (1997). Antes, o grupo lançou "King for a day, fool for a lifetime" (1995), "Angel dust" (1992), "Live at Brixton Academy" (1991), "The real thing" (1989), "Introduce yourself" (1987) e "We care a lot" (1985).

Faith No More no Brasil

Porto Alegre
Quando: terça (3), às 21h30
Onde: Pepsi on Stage, Av. Severo Dullius, 1995, tel. 0300-7896846
Quanto: R$ 90 a R$ 340

Rio de Janeiro
Quando: quinta (5), às 21h30
Onde: Citibank Hall, Av. Ayrton Senna, 3000, tel. 0300-7896846
Quanto: R$ 150 a R$ 300

São Paulo
Quando: sábado (7), às 21h30
Onde: Maquinária Festival, Chácara do Jockey, Av. Pirajuçara, s/nº (altura do 5.100 da av. Francisco Morato)
Quanto: R$ 200

Belo Horizonte
Quando: domingo (8), às 20h
Onde: Chevrolet Hall, Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savasi, tel. 0300-7896846
Quanto: R$ 140 a R$ 200

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Distimia-Mal Humor


Distimia é uma forma de desordem de humor da depressão que se estende por pelo menos dois anos, e se caracteriza pela falta de prazer ou divertimento na vida. Difere-se da depressão nervosa quanto ao grau dos sintomas. Apesar de geralmente não privar o indivíduo de suas tarefas e obrigações, impede que ele desfrute a vida totalmente. A distimia também estende-se por um período muito maior que os episódios de distúrbios depressivos severos, porém freqüentemente se percebe que pessoas distímicas são desanimadas e/ou muito regradas e se não tratado devidamente poderá ser fatal.


Sintomas

O paciente com depressão crônica (distimia) apresenta baixa ou nenhuma auto-estima; sente-se desmotivado; tem pensamentos suicidas frequentes; apresenta comportamento agressivo; se desinteressa pela maioria das suas atividades, ou perde totalmente o interesse em todas elas; tem insônia ou dorme excessivamente; apresenta perda de apetite ou alimentação exagerada; apresenta tendência para consumir drogas, álcool, e tabaco, aumentando a freqüência e a quantidade consumida destas substâncias se já as utilizar; há ainda chances de sonhar com a causa da depressão repetidamente, normalmente todas as noites. (Observação: não confundir com o transtorno de personalidade dependente).

Origem do termo
O termo distimia originalmente referia-se a uma condição psiquiátrica clínica. O radical grego dys- do termo significa "defeituoso, anormal ou irregular"; ao passo que o sufixo thymia refere-se ao Timo, um órgão linfático que está localizado na porção antero-superior da cavidade torácica, e que se acreditava estar associada ao controle do humor.

Essa interpretação inicial referia-se a uma visão distorcida da realidade pelo paciente, que, por exemplo, sentia que alguém sabe o que os outros pensam ou compreendia uma dinâmica social subjacente que não é a real. Esse padrão de pensamento pelos pacientes levou-os a serem vistos como profetas ou curandeiros altamente intuitivos. Desse modo, as pessoas imaginavam que eles sentiam hostilidades, ressentimentos ocultos que não existiam.

Estas pessoas freqüentemente enfrentavam desavenças sociais por causa de seus contínuos julgamentos distorcidos, resultado de seus sentimentos anormais.

Esta definição de distimia costuma ser usada para diversas desordens, as quais podem muito provavelmente ser conseqüências de comportamento anti-social.

Causas
Existem várias causas, dependendo de cada caso. Está claro que as pessoas que enfrentam muitas situações de estresse, na vida, apresentam risco aumentado de desenvolverem depressão crônica. Esses eventos são representados por: perda de um ente querido, estresse crônico associado à pobreza ou ao desemprego, doença crônica ou dor crônica. Algumas pessoas também podem apresentar fatores genéticos que predisponham à depressão crônica, e esses pacientes podem desenvolver distimia, independentemente do ambiente em que vivem. O indivíduo tende a sentir uma sensação de desconexão com o mundo a sua volta achando pessoas e situações entendiantes. A citação recorrente de alguns pacientes é se comparar a um "grão de areia no deserto" ou "uma gota no oceano" levando-o a se sentir inferiorizado e desmotivado a realização de qualquer tarefa.

Existem, ainda, alguns hábitos que podem aumentar a chance de uma pessoa tornar-se deprimida, como ter um estilo de pensamento negativista, tendência ao pessimismo, sensação de que nada pode ajudar, relutância em fazer alguma coisa para mudar certas realidades indesejadas.

Tratamento
Algumas pessoas com distimia respondem ao tratamento com medicamentos antidepressivos[1]. Para depressões brandas ou moderadas, a Associação de Psiquiatria Americana, no ano 2000, em suas diretrizes para tratamento de pacientes com desordens depressivas severas, aconselha que a psicoterapia sozinha ou acompanhada de antidepressivos pode ser apropriada.

Após o final do período de distimia, o paciente começa a relatar a (re)tomada de gosto por atividades que antes considerava chatas ou entediantes. Nessa nova fase há um lamento pelo tempo perdido e todos os transtornos que a doença causou em sua vida social e/ou profissional. Uma sensação de vazio interior é descrita por muitos pacientes, o que leva o tratamento a abordar agora essa nova condição do indivíduo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sistema Carcerário Brasileiro


Atualmente milhares de presos cumprem pena de forma subumana em celas superlotadas, apinhados uns sobre os outros. O sistema carcerário se propõe a recuperar e reeducar os presos e prepará-los para retornar à sociedade e se tornarem produtivos para que não reincidam em práticas delituosas.
Infelizmente isso não ocorre, e cada vez mais encontramos presos reincidentes. Os presos ficam na maior parte do tempo ociosos na maioria dos presídios, eles só se movimentam na hora do jogo de futebol. Não há assistência médico-odontológica, psicológica e nem por assistentes sociais junto aos familiares. O que a sociedade lucra com isso? Nada, apenas mais violência.
O custo por apenado é bem elevado nas nossas cadeias, em torno de R$ 300,00 (em média) para manter um status degradante e angustiante no seio dessas instituições. Quem vai à uma penitenciária sente o clima degradante que reina e que entra em nossa alma e empregna e que não nos deixa por alguns dias consecutivos à visita. Será que o dinheiro destinado à manutenção do sistema carcerário é empregado nos projetos do presídio? Ou será que toma outra destinação?
Muitos proclamam que os indivíduos ali trancafiados não têm nenhuma chance de recuperação e que a pena de morte deveria ser aprovada e aplicada e com isso haveria uma redução do problema da superpopulação carcerária. Bem, será que realmente seria essa a solução? Penso que não. Poderia amenizar em médio prazo o problema da superpopulação carcerária, reduzindo em cerca de 20 a 30%, mas teria que se dar aos acusados a mais ampla e irrestrita possibilidade de defesa e recursos ex officio até o último grau de jurisdição para diminuir as chances de erro judiciário. Mas esse tema é bem complexo e merece uma atenção especial.
O prisioneiro deveria ter as horas preenchidas com alguma atividade profissionalizante e que o ajudasse a recuperar a auto-estima e fosse uma fonte de renda para quando tivesse de enfrentar o mundo fora do presídio. Atendimento constante de médicos, psicólogos, odontólogos e assistentes sociais. Condições mínimas de saúde, o fim das superlotações nas celas, o fim das agressões físicas e sexuais dos agentes carcerários e de outros presos, e ter os seus direitos constitucionais assegurados.
O Estado não deveria arcar com o ônus de custear o sistema carcerário e deveria transferir essas atividade para a iniciativa privada, a exemplo do que ocorre em outros países. Com isso, tirar-se-ia um peso das costas do Estado, e o dinheiro que era utilizado neste setor poderia ser utilizado em outra área com um maior retorno social.
Algumas pessoas perguntarão se a iniciativa privada vai querer dirigir e explorar economicamente o sistema carcerário. Afirmo que pode ser um ótimo negócio, pois tem-se em um único lugar várias pessoas que podem fornecer mão-de-obra barata e que com treinamento pode gerar riquezas.
A ocorrência de fugas e rebeliões diminuiria consideravelmente em conseqüência da situação favorável do meio, sendo os presos tratados e vistos como pessoas e não como animais, como acontece hoje.
Destarte teríamos a ganhar, a iniciativa privada com mão-de-obra barata, o preso com o tratamento humano e consequentemente a sociedade, com o resultado desta iniciativa.
É óbvio que o Estado não se afastaria totalmente, pois seria criada uma agência para fiscalizar a atuação nos presídios e penitenciárias e também para punir as irregularidades, a exemplo do que ocorre com a Anatel nas telecomunicações. Com isso desentravaria o estado e conseguiríamos resocializar os detentos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Brasileiro Sandro Dias fecha o Circuito Dew Tour 2009 na quarta colocação

Americano Bucky Lasek é o campeão. Bob Burnquist ficou 5º, Marcelo Bastos em 15º, e Lincoln Ueda em 19º. Etapa de Orlando fechou temporada

Foi realizada na noite deste domingo, em Orlando, nos Estados Unidos, a semifinal e a final da última etapa do Circuito Dew Tour 2009. Os brasileiros Sandro Dias e Bob Burnquist passaram pelas duas etapas e fecharam a prova do fim de semana em terceiro e quinto lugar, respectivamente. O melhor desempenho foi do americano Bucky Lasek, que terminou como o vencedor da etapa de Orlando e do Circuito Dew Tour 2009.

- Estou feliz porque todos andaram muito bem na semifinal e na final. Todos se esforçaram e fizeram um grande show, com um skate de alto nível. Tenho certeza que todos saíram felizes com o que fizeram – afirmou Sandro.

Sandro Dias voa em Orlando para conquistar a quarta colocação no Circuito Dew Tour 2009
Sandro Dias acabou em quaro lugar no total do Circuito Dew Tour 2009, com 322 pontos, sendo o brasileiro mais bem colocado. Bob Burnquist ficou em quinto, com 292; Marcelo Bastos em 15º, com 148; e Lincoln Ueda em 19º, com 95. O campeão Bucky Lasek fechou a temporada com uma média de 368 pontos.

Na semifinal, que reuniu dez skatistas e classificou os cinco melhores para a final, o canadense Pierre-Luc Gagnon foi o mais bem classificado, alcançando uma média de 86.25 pontos. Dias ficou em segundo, com 83.88; e Burnquist em quinto, com 82.38.

Na finalíssima, com 84.75, Sandro Dias garantiu a mesma posição da fase anterior e, ao lado dos norte-americanos Bucky Lasek e Andy Macdonald, primeiro e segundo, respectivamente, foi ao pódio nos Estados Unidos. Burnquist fechou na quinta colocação com 70.76.

- Estou muito feliz por ter conseguido dar a volta por cima depois de ter ficado tanto tempo parado, tratando da contusão no joelho que tive no começo do ano. Consegui voltar bem nas quatro etapas do Dew Tour (uma quarta colocação e três terceiras posições). Confesso que, quando estava machucado, não esperava que isso fosse acontecer de novo. Estou realmente muito feliz por tudo o que está acontecendo – completou.

Veja a classificação da final do skate vertical em Orlando

1º – Bucky Lasek (EUA) – média de 90.88 pontos
2º – Andy Macdonald (EUA) – 85.63
3º – Sandro Dias (BRA) – 84.75
4º – Pierre-Luc Gagnon (CAN) – 80.75
5º – Bob Burnquist (BRA) – 70.76

Ranking final do Dew Tour 2009



1º – Bucky Lasek (EUA) – 368 pontos
2º – Andy Macdonald (EUA) – 352
3º – Pierre-Luc Gagnon (CAN) – 338
4º – Sandro Dias (BRA) – 322
5º – Bob Burnquist (BRA) – 292
6º – Adam Taylor (EUA) – 260
6º – Rob Lorifice (EUA) – 260
8º – Anthony Furlong (EUA) – 216
9º – Alex Perelson (EUA) – 211
10º – Renton Millar (AUS) – 209
11º – Danny Mayer (EUA) – 191
12º – Rune Glifberg (DIN) – 166
13º – Paul-luc Ronchetti (GBR) – 153
14º – Josh Stafford (EUA) – 152
15º – Marcelo Bastos (BRA) – 148
16º – Neal Hendrix (EUA) – 146
17º – Zach Miller (EUA) – 132
18º – Elliot Sloan (EUA) – 116
19º – Lincoln Ueda (BRA) – 95
20º – Jean Postec (FRA) – 91
21º – Juergen Horrwarth (ALE) – 29

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pet Shop Boys traz turnê latino-americana para SP

Duo britânico de eletrônica tocou na capital paulista nesta terça (13).
No repertório, hits como 'Being boring' e 'Go West'.


O duo britânico de música eletrônica Pet Shop Boys se apresentou em São Paulo nesta terça-feira (13). A turnê Pandemonium Latin America 2009 também passou por Belo Horizonte e Brasília, e a dupla toca no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (14). A última visita dos Pet Shop Boys ao Brasil foi em 2007. (Foto: Flavio Moraes / G1)

No repertório, faixas como 'Pandemonium' e 'Love etc.' do novo disco, 'Yes', além de hits como 'Se a vida e' e 'Go West'. No bis, dois dos maiores sucessos: 'West End girls' e 'Being boring'.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Crise no setor aéreo brasileiro

A crise no setor aéreo brasileiro ou "apagão aéreo", como divulgado pela imprensa, é uma série de colapsos no transporte aéreo que foram deflagrados após o acidente do vôo Gol 1907. O nome adotado para se referir a crise faz alusão ao Escândalo do apagão, episódio que afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica no Brasil.

Antecedentes

As dificuldades no transporte aéreo brasileiro tornaram-se públicas após a crise financeira da companhia aérea Varig, que em poucos meses deixou de operar várias rotas domésticas e internacionais. Isso ocorreu devido à falta de aeronaves, retomadas por credores dada a falta de pagamento de contratos de arrendamento. As outras companhias aéreas demoraram a absorver os passageiros deixados pela Varig. É importante ressaltar a interferência política antes do início da crise. Em 24 de setembro de 2006 ocorreu um churrasco em Brasília organizado pelo deputado federal Alberto Fraga PFL-DF e os convidados foram os controladores de vôo. A reunião teria ocorrido com a intenção de angariar votos para a eleição do referido deputado. Foram feitas promessas de "apoio logístico para os controladores em suas reivindicações salariais". Houve a revelação de que um "grupo internacional estaria interessado na privatização do sistema de controle aéreo brasileiro. Só privatizando, explicou o deputado, seria possível aumentar os salários." (Revista Isto É, de 29 de novembro de 2006

Avisos ao Governo
O Governo já conhecia o caos aéreo no mínimo desde 1991, quando na época o Jornal da Manchete divulgou a notícia sobre a precária situação do sistema aéreo do Brasil.

* 2003: Governo foi avisado: Ministro da Defesa, José Viegas alertou o Planalto há três anos que o sistema corria risco de colapso, caso investimentos não fossem feitos. Mas Fazenda decidiu reduzir gastos, apesar de a receita ter aumentado. (...)[2]

* 2004: FAB alerta para apagão: "Ao apresentar suas propostas orçamentárias de 2004, 2005 e 2006, o Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) informou, por escrito, que a não-liberação integral dos recursos pedidos levaria à situação vivida agora no País. Mesmo assim, as verbas foram cortadas ano após ano pelo governo (...)"[3]

* 2006: Corte de recursos e falta de planejamento provocou crise no setor aéreo, aponta relatório do TCU: "A auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no Ministério da Defesa, no Comando da Aeronáutica, na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) concluiu que a falta de planejamento e a insuficiência de recursos são as principais causas dos atrasos e cancelamentos de vôos, e também dos problemas nos aeroportos. Apresentado pelo ministro Augusto Nardes, o relatório foi aprovado hoje (12) por unanimidade no tribunal (...)".

* 09/11/2006: Entidade avisou presidente sobre caos: Um relatório que listava os graves problemas da aviação civil brasileira foi enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 9 de novembro de 2006. Apesar dos repetidos atrasos e crises do sistema de controle aéreo, as autoridades não responderam (...)

Estopim
Vôo Gol 1907
Vôo TAM 3054

O que detonou[carece de fontes?] a crise no setor aéreo foi a queda de um avião da GOL que cumpria o vôo 1907, em 29 de setembro de 2006, levando todos os seus passageiros e tripulação à morte. Devido ao acidente, 8 controladores de vôo foram afastados para investigações de possível falha operacional. Sem controladores sobressalentes, outros tiveram que ser deslocados para cumprir a falta dos que estavam afastados.

Operação-padrão
Em 27 de outubro de 2006, os controladores de tráfego aéreo começaram a se organizar para promover uma greve branca, que seria uma forma de pressionar o governo a atender reivindicações por melhores salários, menor carga horária e a contratação de mais profissionais. Entretanto, a maioria dos controladores, por serem militares subordinados à disciplina da Força Área Brasileira (FAB), não aderiu à greve. [6] Mesmo com a FAB negando que tal reunião tivesse existido, a greve branca ou operação-padrão foi iniciada.

Falhas de equipamentos
A primeira falha de equipamento noticiada que ocorreu na crise foi em 20 de outubro de 2006, quando uma pane no centro de processamento de dados obrigou o Cindacta 2 a desligar o sistema de radar no Sul do país, o que provocou atraso de até 3 horas e 40 minutos em pelo menos 146 vôos comerciais na região. No dia anterior, o centro de processamento de dados do Cindacta 2 já tinha apresentado problemas. Durante 2 horas, os vôos foram monitorados pela operação convencional, em que são feitos contatos por rádio entre o piloto e os controladores, o que é mais lento do que o sistema com radar.

domingo, 4 de outubro de 2009

Educação e esporte a combinação perfeita.


Sabemos que a prática de esporte é um instrumento educacional que propicia o desenvolvimento tanto individual quanto social da criança.

O esporte, infelizmente, não é utilizado pelas instituições educacionais na proporção que deveria. Através da prática esportiva promovemos a socialização, a rotina, o cumprimento de regras, o respeito, a persistência, o saber competir, o aguardar a sua vez, o romper limites, o saber ganhar, o saber perder e muitos outros quesitos. É uma fonte inesgotável de conceitos éticos e morais tão importantes para a formação do indivíduo.
Quando falo em esporte não estou me referindo à Educação Física e sim a uma opção esportiva. O esporte é uma ramificação da Educação Física, porém deve existir independente dela. O professor de Educação Física deve sim proporcionar o conhecimento de cada esporte para que o indivíduo possa optar, com competência, qual esporte gostaria de praticar. A Educação Física faz parte do currículo escolar e é aplicada no período em que o indivíduo freqüenta as aulas. O esporte deve ser proporcionado pela escola em horário oposto às aulas para que o indivíduo possa freqüentar e se dedicar.
O esporte tem a magia de integrar o indivíduo independente da classe social, raça ou religião. Desenvolve no indivíduo a capacidade de trabalhar em grupo, de cumprir horário, de saber ouvir, de conhecer o próprio limite, conhecer o próprio corpo, de admitir que precisa melhorar, respeitar as diferenças e tantos outros aspectos tão difíceis de serem conscientizados, além de evitar o sedentarismo tão comum nos dias de hoje onde o indivíduo passa horas sentado em frente a um computador ou a uma televisão seja assistindo ou jogando videogame.
O esporte deve ser o maior aliado da educação. Juntos promovem o desenvolvimento integral do indivíduo de forma harmoniosa e sadia despertando para a cidadania e assim formando pessoas de bem.
Presenciamos no Pan-americano 2007 que nossos atletas embora estejam nos proporcionando tanta alegria pelo desempenho que estão tendo, não tiveram o mínimo de incentivo nem das escolas, nem do governo. Em cada entrevista com nossos atletas vencedores ficamos sabendo que o esforço foi próprio e de algum “anjo bom” que o auxiliou e o incentivou muitas vezes até comprando um par de tênis para que ele parasse de treinar descalço.
É realidade que os patrocinadores investem em times que estão ganhando. O atleta que tem potencial e quer treinar, porém ainda não se destacou ninguém o enxerga. Somente após uma medalha conseguida é que ele passa a ser conhecido e então patrocinado. Ocorre que para chegar neste estágio ele teve que se dedicar muito e só conseguiu com o apoio da família e com a própria força de vontade.
Escola e esporte é a combinação perfeita para uma sociedade mais justa.
O jovem que estuda num período e que pratica esporte no outro, dentro da própria escola, se manterá ocupado com atividades prazerosas e não estará ocioso nas ruas ocupando o seu tempo aprendendo o que não deve.
O próprio presidente Lula afirmou que fica muito mais barato para o governo investir em programas de incentivo ao esporte do que na manutenção desse mesmo indivíduo em presídios por ter cometido delitos. Já que se tem esta consciência, vamos colocá-la em prática.
O esporte sozinho não consegue formar integralmente o indivíduo daí a necessidade da parceria com a educação. Havendo esta parceria o indivíduo será desenvolvido em suas competências cognitivas, sociais, pessoais e produtivas.
Vamos aproveitar o entusiasmo promovido pelosjogos pan-americanos e disponibilizar em nossas escolas esportes diferenciados para que o aluno, no período oposto ao que está em sala de aula, possa praticá-lo e assim possamos constatar o resultado destas ações daqui a quatro anos, nos jogos Pan-americanos 2011.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Museu da Língua Portuguesa abre mostra 'Cora Coralina'


SÃO PAULO - A doçura e as pequenas narrativas cotidianas da poeta Cora Coralina chegam hoje ao Museu da Língua Portuguesa, com a exposição "Cora Coralina - Coração do Brasil". O evento, que celebra os 120 anos do nascimento de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nome de batismo de Cora, tem curadoria de Júlia Peregrino e cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara. Em exibição estão um grande painel com imagens do universo da poeta, manuscritos, cartas, livros, recortes de jornais, revistas e fotografias.



Um dos destaques é um caderno em que Cora colocava fotos da sua cidade natal, Goiás, que fica no Estado de mesmo nome, e, para cada uma das imagens, escrevia um poema diferente. Outra novidade é o livro de receitas da escritora, que ganhou a vida como doceira. Os cadernos foram emprestados por Vicência Brêtas Tahan, filha de Cora. "Nem os pesquisadores tiveram acesso a esse material. São documentos originais que têm coração, corações que batem", garante Júlia Peregrino. O restante do acervo pertence ao Museu Casa de Cora Coralina, que fica na cidade de Goiás.



O cenário montado recria as velhas janelas coloniais e os balaústres da ponte, localizada nas proximidades da casa da poeta em Goiás. "Tentamos explorar quem foi essa mulher, que se sentia parte da sua cidade. No mosaico, reunimos os temas de seus textos, como natureza, pedras e rios", explica Daniela Thomas. "O trabalho de Cora é todo muito delicado, um tanto cru. Ela tinha alguma coisa para falar, e conseguiu", conclui Felipe Tassara.



Se depender da localização, a mostra deve ter sucesso garantido. Atualmente, o Museu da Língua Portuguesa é o mais visitado do Estado de São Paulo. O espaço chega a receber 3 mil visitantes em um único dia. Coincidentemente, Cora Coralina chegou a São Paulo pela mesma estação onde está o museu. "Quando Cora saiu de Goiás para morar em São Paulo, chegou pela Estação da Luz. Agora, mais de 90 anos depois, de alguma forma, volta ao local. Espero que a mostra sirva para criar novos leitores para seus livros", diz Júlia. Além da exposição, o evento marca o lançamento do livro Cora Coralina - Doceira e Poeta, (Ed. Global, R$ 119,00, 144 págs.), obra que traz receitas e homenageia a goiana. As informações são do Jornal da Tarde.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Favelas do Brasil tornam-se atracção turística


No Brasil, a pobreza já se transformou numa atração turística, em que as agências vendem o "exótico" para atrair os que procuram "experiências inusitadas" nas favelas.
Autora de investigação sobre a favela carioca como destino turístico e do livro recentemente publicado no Brasil, "Gringo na Laje", a socióloga Bianca Freire-Medeiros diz que a pobreza como mercadoria é um fenómeno global.
"Não é exclusividade do Brasil" e data da década de 1990, explicou a socióloga à "Lusa".
"A curiosidade não é nova, mas eu tento entender o que muda. O turismo na favela tem razão de ser, porque é diferente, uma experiência em primeira mão com uma dimensão de aventura. Há uma questão mercadológica de compra e venda com investimento em marketing", adiantou a investigadora.
Freire-Medeiros, que esteve nas "townships" (bairros degradados) da África do Sul e em Dharavi, a maior "slum" da Índia, concentra o seu estudo na favela Rocinha, a maior da América Latina, onde o turismo já se realiza há 10 anos e tem-se revelado um empreendimento lucrativo.
Desde 2006, a Rocinha é ponto turístico oficial e figura nos guias sobre o Rio de Janeiro. Só nesta favela, circulam em média por mês 3.500 turistas, na sua maioria de europeus (60%).
Na favela operam pelo menos quatro agências de turismo com os mais diferentes nomes: Jeep Tour, Exotic Tour, Favela Tour e Indiana Jungle Tours, todas com ousadas ofertas de ecoturismo ou turismo cultural.
Seria o "lado alternativo da mais bela e exótica cidade do mundo", segundo a autora, que destaca no estudo a venda da favela como um destino alternativo ao convencional e também a ideia de "que a partir da favela, é possível explicar o Brasil".
"Eles (turistas) acham que ir à favela complementa a experiência de conhecer o Rio, ver o que é desigualdade. Na Rocinha existe, de facto, um mercado, mas há também iniciativas em outras favelas. Cada localidade trabalha um atributo diferente, mas todas partilham a pobreza como a grande atracção".
A relação favela e violência também é posta em questão quando as agências prometem um "contacto seguro com a violência armada". O risco é parte da atracção, acrescenta.
Para além de ser um negócio rentável, muito solicitado e com um alto nível de satisfação do cliente, a investigadora disse que esta curiosidade que motiva tantos estrangeiros pode servir como um elemento de reflexão.
"É importante o facto de quem vem de fora perceber o contraste entre pobreza e riqueza. Parece curioso, mas (nós brasileiros) convivermos com este contraste, também é perverso", criticou.